terça-feira, 14 de abril de 2009

DESCANSA EM PAZ,CALI!!!



‘Mané Chinês’ reforça estratégia do PPS
A candidatura do senador licenciado Carlos Wilson (PPS) a prefeito do Recife promete esquentar nesses últimos dias que antecedem as eleições. Os coordenadores da campanha estão apostando todas as fichas na popularidade do personagem ‘Mané Chinês’ e na força política do mais novo aliado, o deputado João Braga – dissidente do PSDB e que estará aderindo oficialmente ao palanque de Carlos Wilson na carreata de amanhã –, para forçar o segundo turno. Ontem, o senador fez uma caminhada pelo centro do Recife, provocando reação positiva do eleitorado, que se entusiasmou com a presença do ‘Mané Chinês’, ao lado do candidato.
Os mentores da campanha dizem, ainda, ter algumas ‘cargas nas mangas’ que serão utilizadas nessa reta final. “Muita gente não sabe que Braga está apoiando Carlos Wilson. Só quem vem acompanhando a questão pelos jornais. Com o engajamento de Braga nos eventos de campanha, a candidatura tende a crescer ainda mais”, acredita o presidente regional do PTB, deputado André Campos, acrescentando que o Guia Eleitoral também trará novidades “muito mais apimentadas”.
Outra surpresa que será apresentada ao eleitor é a nova fase do ‘Mané Chinês’. “Até agora eu só apareci com as cores de Roberto Magalhães (camisa amarela e calça azul). Mas isso vai mudar. Vou me chamar ‘Mané do Recife’, vestindo uma camisa laranja (cor da campanha de Carlos Wilson) e trocando o chapéu de chinês por um outro em formato de sombrinha de frevo”, diz Walmir Chaga, que interpreta o personagem.
POPULARIDADE – A caminhada de Carlos Wilson ao lado do ‘Mané China’ movimentou centro do Recife. A sátira criativa do personagem à atual administração municipal tem conseguido, por onde passa, quebrar a apatia do eleitorado, e provocando as mais diversas reações, beneficiando em cheio Carlos Wilson.
Acompanhado por uma comitiva formada pelos principais ‘caciques’ de sua campanha, o senador entrou em todas as lojas e restaurantes das ruas da Imperatriz e Nova, sendo cortejado pelo ‘Mané Chinês’. Não foram poucas as vezes em que as pessoas se manifestaram em favor do candidato. Um exemplo foi um guarda municipal que, ao ser abordado pelo candidato, reclamou das condições de trabalho impostas pela administração do prefeito-candidato Roberto Magalhães (PFL). O senador não perdeu tempo e apresentou suas propostas para o setor, gravando imagens para o guia.
A caminhada de ontem foi o primeiro ato de campanha com a presença maciça dos ‘caciques’ do palanque de Carlos Wilson. Além de André Campos, participaram o senador Roberto Freire (PPS), o deputado Eduardo Campos (PSB), o candidato a vice, Dilton da Conti (PSB), e os vereadores Waldemar Borges (PPS), Sileno Guedes (PSB) e João Arraes (PSB). A única ausência foi a do ex-governador Miguel Arraes (PSB), que ainda não teve nenhum aparição pública ao lado de Carlos Wilson. Nos bastidores se comenta que o próprio senador tem evitado associar sua imagem à de Arraes, devido ao alto índice de rejeição do ex-governador no Recife.
JORNAL DO COMÉRCIO,Recife - 02.09.200
NOTA DE BETE: SIMPATIZAVA DE GRAÇA COM CARLOS WILSON,NESSA CAMPANHA VIBREI,GOSTEI DEMAIS,VOTEI NELE!

sábado, 11 de abril de 2009

Mentiras




Quem disse que eu não viria hoje… mentiu! Cheguei tarde, mas cá estou! Quarta-feira é um dia ocupado, começa cedo e termina tarde, mas é um dia feliz, que acaba em (aula de) dança. E não é mentira!
Um novo mês começa e, curiosamente, homenageando a mentira, que detesto. Prefiro uma verdade que doa a uma mentira que me iluda, e não importa o tamanho dela. Para mim, meia verdade é uma mentira inteira e ponto final.
Mas reconheço que há mentiras necessárias, piedosas, aquelas que a gente diz por compaixão. As vinculadas a sexo, por exemplo, estão nessa vala. Ora, ora, como dizer “na lata” que o sujeito foi nada além de “meio mais ou menos”, que tem o pau pequeno demais, que a gente não sentiu nenhum prazer, que ele é um babaca, que o beijo dele não cola, que as preliminares são muito ruins, que o “finalmente” foi um tédio, que a gente ficou pensando nas contas a pagar enquanto rolava na cama com ele, que preferia não responder à pergunta “foi bom pra você?”, que ele é melhor como amigo do que como amante, que ele até é uma boa pessoa, mas é ruim de cama e que a broxada dele é algo insuportável quando a gente está ardendo de desejo? Nessas situações, não dá para encarar a verdade, porque no fundo, bem no fundo, a gente não quer magoar o outro. Então, respira e suspira, sorri com ternura, se veste e dá tchau com ares de quem vai voltar “um dia, quem sabe”. E tem aquele olhar inevitável de compadecida para fechar a cortina de um momento que a gente descartaria se antecipadamente pudesse saber como seria.
E as mentiras sussurradas ao ouvido e que a gente acredita, mesmo sabendo que passam longe da sinceridade? Ah, essas doem demais! No fundo, bem no fundo também, a gente sente que está entrando numa roubada, já detectou a falsidade, mas é confortável acreditar no que está ouvindo, e finge não perceber. Um dia, a verdade aparece. A gente se contorce de dor, vagueia entre as emoções e se magoa profundamente quando se confronta com aquilo que sabia, mas ignorou. Era tudo mentira, mas o esforço por acreditar no outro nublou o sexto sentido. No fundo, bem no fundo, a ilusão era uma intensa vontade de ser feliz, que não se realizou.
Escaldada de tantas mentiras, a gente entra numa concha e ali se protege de ilusões e mentiras. Busca se fortalecer e jura que nunca mais vai acreditar em ilusões. Fica de cara com a realidade e gargalha quando outra pessoa diz a mesma coisa que já ouviu e que era mentira. Então, não crê mais. E fica sozinha.

Vera Pinheiro

sexta-feira, 10 de abril de 2009

SER FELIZ


Ser feliz é um propósito, e isso significa ter disposição para a felicidade, mesmo quando parece que tudo está no avesso da nossa mais sincera vontade e do nosso melhor desejo.
Ser feliz é uma decisão e um compromisso assumido com a própria vida. É uma busca constante, que não nos coloca diante do que queremos alcançar, mas fortalece o nosso querer. É um exercício feito a cada instante. É determinação interior que encoraja a superar obstáculos. É tomar certeza das possibilidades de êxito frente aos problemas e, apesar deles, concretizar o que podemos fazer. É colocar pés firmes no chão e o olhar no infinito, onde cabem todos os sonhos.
Ser feliz é sonhar sem perder a noção da realidade. É olhar a realidade e ver nela chances de realização. É não se abater pelo que acontece. É manter a força e a bravura, e comemorar cada pequena alegria. É confiar na própria capacidade, ainda que os outros duvidem. É não ter dúvida de que a felicidade é, sim, possível. É acordar todos os dias com essa disposição: eu vivo para ser feliz! E, ao recostar a cabeça no travesseiro, confidenciar ao próprio coração: consegui!
Ser feliz é uma sabedoria. Vai além do conhecimento, mas se soma a esse atributo e nos torna capazes de fazer acontecer. Quando alcançamos sabedoria somos mais felizes, porque investidos de um poder grandioso: o de reconhecer a felicidade.
Precisamos de paciência para ser felizes. Ser paciente com o sofrimento, até que ele passe. Com os outros, para não ingressarmos em conflitos que só trazem incômodos. Com o trabalho, nem sempre leve e prazeroso. Conosco, para evitar cobranças demasiado fortes com desempenho, resultados e soluções. Com o mundo, nem sempre favorável aos nossos planos. Paciência é fundamental para entrarmos em sintonia com a paz, que deve habitar o cotidiano e fazer parte da rotina.
É preciso ter coragem para ser feliz. A coragem de esquecer dores, de recomeçar sempre que a vida exigir, de manter o ânimo elevado, de ter ideais e projetos, e de pegar a vida nas mãos para fazê-la melhor.
Para ser feliz precisamos de alegria. Muita gente pensa que é o contrário, que se precisa ser feliz para ter alegria. Não é assim. A alegria é uma casa onde a felicidade se hospeda e se demora ali por sentir-se bem.
Para ser feliz é preciso persistir. A persistência é uma qualidade essencial para quem tem a felicidade como meta. Se não for assim, não conseguimos permanecer nos objetivos; ao primeiro tropeço, desistimos. Persistir é ter olhos para enxergar além do momento rude que atravessamos.
Ser feliz é sinônimo de perseverança, que muitos confundem com teimosia. Teimoso é quem resiste com exagero, até quando percebe que o caminho está errado ou quando sabe que não é o melhor, mas não retrocede e não procura alternativa. Perseverar é continuar imperturbável mesmo quando a vida balança, e continuar determinado ainda que haja episódios que julgamos não merecer.
Para ser feliz é preciso ter fé, independente de como se manifesta em cada pessoa. Fé na vida, que é uma dádiva, não importa que nos digam o contrário. Fé constrói forças, alimenta a alma, nutre vontades, impulsiona a seguir adiante e ensina a parar na hora certa. Fé faz a gente saber que nunca está sozinho, e nos dá confiança, segurança, serenidade, equilíbrio. Fé dá certezas sem provas.
Então, quem tiver um firme propósito, decisão e compromisso com a felicidade, juntando sabedoria, paciência e coragem, munido de alegria, persistência e perseverança, com fé haverá de ser feliz! Ser feliz depende mais de disposição do que de condições, e não há acontecimento que, por si só, nos dê a sensação de felicidade completa. A felicidade é como uma colcha de retalhos: juntamos os pedacinhos felizes e temos um abrigo para os invernos que as nossas emoções atravessam.




Vera Pinheiro



(*) Crônica publicada no jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria, RS, edição de 21 e 22 de junho de 2008.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O significado do cordeiro na Páscoa




O significado do cordeiro na Páscoa embora tido como símbolo da Páscoa cristã (representando Cristo, que é o filho e "Cordeiro de Deus", sacrificado em prol de todo o rebanho, a humanidade), o cordeiro já era muito importante na Páscoa judaica e em vários cultos da Antiguidade, em que era freqüente o sacrifício de animais aos deuses.
A Páscoa para os cristãos é a festa que comemora a ressurreição de Jesus Cristo. Para os judeus, os descendentes dos hebreus, a Páscoa (pessach) é a festa que comemora há mais de 3.000 anos a saída dos hebreus do Egito, onde eram escravos. Embora sejam acontecimentos diferentes, tanto a Páscoa cristã como a judaica têm o mesmo sentido: a libertação.
Nesta comemoração judaica, Moisés conduziu seu povo pelo Mar Vermelho e deserto do Sinai, e ficou para sempre como um marco na história do povo hebreu. Antes de partir, cada família deveria preparar a última refeição para a longa viagem que fariam pelo deserto. A refeição incluía um cordeiro assado, pães ázimos (sem fermento, para lembrar que saíram com pressa do Egito) e ervas amargas (para lembrar do sofrimento do povo no deserto, rumo à Terra Prometida).
Todas as casas deveriam passar o sangue do cordeiro nos umbrais das portas, como sinal da submissão a Deus e também para preservar a vida. Esta Páscoa, para os hebreus, representou um tempo de esperança e libertação, a passagem pelo deserto para chegar a um lugar preparado por Deus, muito melhor de se viver. Nos anos seguintes, continuou sendo lembrada com um ritual especial.
Todo ano, na noite de lua cheia de primavera no Hemisfério Norte (entre 22 de março e 24 de abril, outono para nós no Hemisfério Sul), os hebreus passaram então a celebrar a Páscoa, com o sacrifício de cordeiro e o uso dos pães ázimos, conforme a ordem recebida por Moisés.
Já na Páscoa cristã, Jesus ofereceu seu corpo e sangue assumindo metaforicamente o duplo sentido da Páscoa judaica: sentido de libertação e de aliança. No Novo Testamento, Cristo é o Cordeiro de Deus, sacrificado em prol da salvação de toda a humanidade. É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.
As tradições nas comemorações de Páscoa variam de país para país, porém sempre lembram de uma forma mística a vida e a libertação. Os símbolos mais conhecidos acabaram por ser a união de arquétipos mais fortes de algumas culturas: os ovos (que representam o nascimento), o chocolate (considerado sagrado pelos maias e astecas), o coelho (símbolo máximo da vida, fertilidade inesgotável) e o cordeiro.


Fonte: Revista Menu


NOTA PESSOAL: não reconheço coelho nem chocolate como símbolos pascais,mas como astúcia do comércio para faturar ainda mais. Boicoto mesmo,não compro ovos de chocolate nem mando cartões com coelhos. Esses símbolos desviam a atenção do verdadeiro significado da Páscoa,que é a ressurreição de Jesus. Abomino também a hipocrisia de gente que bebe da número 1 até a 51 e come exageradamente o ano todo e faz jejum na sexta chamada santa,afinal se "não pode" nessa data,"não poderia" em data alguma(sei que há pessoas sinceras que fazem esse jejum). Mas isso é opinião pessoal minha. Respeito a dos outros e quero ser respeitada.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ergue-te!


"Sabe aquele momento que a gente pensa que chegou no limite das próprias forças e que não vai mais conseguir avançar?
Quando não contemos as lágrimas (e nem devemos!) e tudo parece um grande vazio...

Esse momento em que, não importa a nossa idade, pensamos que já é o fim... e um desânimo enorme toma conta da gente...Esse momento, ao contrário do que parece, é justamente o ponto de partida!!!Se chegamos a um estado em que não avançamos mais, é que devemos provavelmente tomar uma outra direção.Quando chegamos a esse ponto de tal insatisfação é sinal de que alguma coisa deve ser feita.

Não espere que os outros construam pra você, planeje e faça!
Você é responsável pelos próprios sonhos e pela realização destes. Nas obras da vida não precisamos de arquitetos para planejar por nós. Com um pouco de imaginação e
muito de boa vontade podemos reconstruir sozinhos a casa em que vamos morar e o futuro que nos oferecemos.É humano se sentir fragilizado às vezes, e mesmo necessário, para que tenhamos consciência de que não somos infalíveis, não somos super-heróis, mas seria desumano parar por aí. E injusto. Para os outros, mas principalmente para consigo mesmo.Recomeçar é a palavra! Recomeçar cada vez, a cada queda, a cada fim de uma estrada! Insistir!...Se alguém te feriu, cure-se!Se te derrubaram, levante-se!Se te odeiam, ame!Erga-se! Erga a cabeça!Olhando pra baixo só podemos ver os próprios pés. É preciso olhar pra frente.Plante uma árvore, faça um gesto gentil, tenha um atitude positiva. É sempre possível fazer alguma coisa!Não culpe os outros pelas próprias desilusões, pelos próprios fracassos. Se somos nossos próprios donos para as nossas vitórias, por que não o seríamos para as nossas derrotas?Onde errou, não erre mais! Onde caiu, não caia mais! Se você já passou por determinado caminho, deve ter aprendido a evitar certas armadilhas.Então,siga! Não se esqueça de uma grande promessa feita na Bíblia: "Esforça-te e eu te ajudarei."
Dê o primeiro passo... depois caminhe!!!"

domingo, 29 de março de 2009

José Augusto vindo a Recife



Vou caminhando nas ruas pensando em você
Nesses momentos que a gente consegue se ver
Você me diz que o seu casamento vai mal
Por isso trai, já não quer mais, mas não se vai
Eu me pergunto afinal o que sou pra você
Simples amante ou nada além de um prazer!
Você se entrega pra mim, com hora certa do fim
Depois me diz, até amanhã e vai
Eu queria ser bem mais, que amante
Quero ter você, o tempo todo
Eu queria ser bem mais, que amante
Quero ter você, aqui
Eu conto as horas que faltam pro dia que vem
Não quero mais dividir esse amor com ninguém
Fico pensando no que você possa dizer
Se já contou, se ela notou, ou nem quis saber
Como machuca por dentro esta dor de esperar
Quero te amar simplesmente poder te abraçar
Quero você só pra mim, sem hora certa pro fim
Não quero ouvir você dizer adeus
Eu queria ser bem mais, que amante
Quero ter você, o tempo todo
Eu queria ser bem mais, que amante
Quero ter você, aqui
Eu queria ser bem mais, que amante
Quero ter você, aqui

quarta-feira, 25 de março de 2009

Eu te amo diz tudo???


Eu te amo... não diz tudo!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás; é ver como ele(a) fica triste quando você está triste, e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!"Para conquistarmos algo na vida não é necessário, apenas, força ou talento; é preciso, acima de tudo, ter vivido um grande amor"
(Arnaldo Jabour)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Parabéns,Recife! Parabéns,Olinda!








"RECIFE TEM O PORTO.OLINDA,O FAROL.
RECIFE TEM O CAPIBARIBE.OLINDA TEM PEIXINHOS.
RECIFE TEM ÁGUA FRIA.OLINDA TEM RIO DOCE.
RECIFE TEM CASA AMARELA.OLINDA TEM CASA CAIADA.
RECIFE TEM SÃO JOSÉ.OLINDA TEM SÃO BENTO.
RECIFE TEM PRÉDIOS.OLINDA TEM A CIDADE ALTA.
RECIFE TEM RUA DA AURORA.OLINDA TEM RUA DO SOL.
RECIFE TEM MUSTARDINHA.OLINDA TEM SALGADINHO.
RECIFE TEM GRAÇAS.OLINDA TEM MILAGRES.
RECIFE TEM BOA VIAGEM.OLINDA TEM BONSUCESSO.
RECIFE TEM AFLITOS.OLINDA TEM AMPARO.
RECIFE TEM JARDINS.OLINDA TEM PREGUIÇA.
RECIFE TEM O GALO.OLINDA TEM O ELEFANTE.
MUITAS SEMELHANÇAS.
UM SÓ POVO.
UMA SÓ EMOÇÃO. "

domingo, 8 de março de 2009

DIA DA MULHER É TODO DIA!!!




Parabéns ao "forte sexo fraco"!!!!
"Jovens, idosas, maduras, imaturas, belas, feias,
dengosas, charmosas, mimadas, vaidosas ou não...
apaixonadas ou à espera.. mas sempre, sempre,
vai pulsar no nosso peito esse coração de mulher.
Coração que ninguém entende...mas que sabe
muitas vezes adivinhar a vida!"

Letícia Thompson

sábado, 7 de março de 2009

Mais um Dia Internacional da Mulher!


Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem o amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar “the big one”, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá pra ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir, às vezes, que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga ai uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e diga se ela não tem ao menos três destas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira pra ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Mas mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Pecado ou Misericórdia?


O Arcebispo e o aborto
O tema aborto volta à mídia mais uma vez. Agora, uma garota de 9 anos, abusada sexualmente pelo padrasto, engravidou (gêmeos) e, segundo os médicos, corria risco de morte. Pelas leis brasileiras, este caso é uma das duas exceções em que o aborto é permitido.Entretanto, Dom José Cardoso Sobrinho, bispo de Olinda e Recife, declarou que “aos olhos da Igreja, o aborto foi um crime e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus”. Por isso, resolveu excomungar as pessoas envolvidas.Por lei de Deus, entenda as leis da Igreja. Por igreja, entenda-se a Igreja Católica.Diga-se de passagem, em nome de Deus guerras são feitas. Veja o caso das guerras do povo de Israel. Os narradores do Velho Testamento misturavam Deus com religião. Os líderes religiosos iam à frente do povo de Israel, nas guerras, mas os narradores escreveram que Deus ia à frente.Cometemos o mesmo erro quando dizemos que o governo de Israel era teocêntrico (centrado em Deus). Nunca foi. Basta ler as histórias registradas na Bíblia e veremos que a luta dos profetas sempre foi no sentido do povo e seus líderes retornarem para Deus. O governo era centrado na religião. A religião era o legislativo, o executivo e judiciário. Religião e Deus não são a mesma coisa.Voltando ao aborto.O curioso é que nada se falou a respeito da garota. Se não bastasse o trauma físico e emocional de ser abusada; de prejudicar sua infância e o curso de seu desenvolvimento; de correr o risco de morrer, ainda teria que levar, para o resto da vida, a marca visível – dois filhos - de experiência tão vil.Nada disso, entretanto, é importante para o arcebispo de Olinda e Recife, como não é para um monte de pastores protestantes e “teólogos” de gabinetes cuja preocupação número 1 é a instituição – fonte de sobrevivência econômica, espaço de progressão da carreira profissional religiosa -, não a vida de uma pessoa.Se dom José (e muitos de nós) fosse a favor da vida, estaria lutando não somente contra a interrupção – aborto - do desenvolvimento da vida de um individuo que está em construção no ventre de uma mulher, mas contra a interrupção – aborto - do desenvolvimento da vida de milhões de vidas que acontece diariamente, por falta de alimentação, teto, trabalho, segurança, enfim.Mas isso significaria ter que posicionar-se politicamente, inclusive contra interesses econômicos e políticos poderosos e colocar em risco o próprio status quo. Então, cala-se contra “n” tipos de abortos, mas levanta a voz em nome de Deus num caso gritante como o da menina pernambucana, sem qualquer manifestação de sensibilidade.O homem foi feito por causa do sábado, na visão dos fariseus. Então, já vimos esta história antes!


Edvar Gimenes

domingo, 1 de março de 2009

O amor também se cansa?





A despeito do que poderiam os desavisados pensar, amor e cansaço não são incompatíveis. As pessoas cansam de amar, cansam mesmo. Cansam de amar no vácuo, no vazio, a contra-gosto, na marra, na mão única, com esforço, no amor à camiseta, cansam de amar quando amar é uma luta inglória, é uma sede saciada a conta-gotas. As pessoas cansam de nos amar apesar de nos amarem muito, as pessoas cansam de nos amar quando o amor é à custa de teimosias, defeitos, desaforos, desatenções, estupidezes, falhas de caráter, falta de tempo, descuidos, TPM, stress, chatice, drama, descaso, reclamações, egoísmo, omissões, negligências, filhadaputices, prioridades outras, grosserias, inaptidões, incapacidades, má administração, indiferença, cronograma insano, sacanagens, ingratidões, desídia, pouco caso, desconsideração, intolerância. O amor suporta muito e não espera um escambo de atenção e sentimento, mas o amor tem ida e vinda, tem mão dupla, tem uma razão outra que não é puro altruísmo e desapego. Não pense que quanto mais o outro suporta, quanto mais o outro luta, maior é o seu amor. Isso é uma sabotagem imbecil de quem não se sente merecedor ou capaz de retribuir. Pai dedicado cansa. Filho devoto cansa. Irmão parceiro cansa. Amigo de fé cansa. Até o grande amor cansa. As pessoas cansam e desamam e se perdem e vão embora e não voltam mais. Amor não é para sempre, não, não se engane. O que é para sempre é saudade. E a gente fica triste e fica infeliz e fica miserável e fica com a vida besta e vazia depois que quem nos ama desiste, a gente fica com a vida oca, fica tudo preto e branco e a gente acha que tudo bem, que vai ficar tudo bem e a gente se engana que supera, paciência, não era pra ser, não era forte o suficiente, não era verdadeiro o suficiente, mas não fica tudo bem, não supera coisa nenhuma, não era pra ser uma ova. Nananinanão, senhor. Porque a gente também cansa da tristeza e do vazio, a gente também cansa da solidão e da miséria, a gente também cansa da infelicidade, mais cedo ou mais tarde, e aí ó, babaus, já cansaram de nós. Portanto, não ponha o amor à prova. Não se proponha a testar até onde ele suporta. Amor não é gincana, não é rali, não é prova de resistência. Amor é pra amar e cuidar muito bem. Já chega o fato de que tem todo o resto do mundo para criar problema, para dar trabalho, para dificultar as coisas. Lute por e não contra. Lute muito, lute bastante. Mereça o seu amor enquanto ele ainda é seu e ainda está aqui.




Patrícia Antoniete

Todo casal deveria ler



Aos casados há muito tempo, aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar, aos que estão juntos, amigados, colados, aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar. Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.

Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico por aqui? Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o quê? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram, te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável.O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero.Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.Tem que haver inteligência.Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, ’solamente’, não basta.Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, falta discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande mas não é dois.

É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o fardo da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom amor aos que já têm!

Um bom encontro aos que procuram!

E felicidades a todos nós!


Autor: Arthur da Távola

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Português: domine já as novas regras

FOLHA DE PERNAMBUCO, 25/1/2009


O ano começou com um decreto em vigor: o do acordo ortográfico. Até 2012, haverá o convívio com a dupla ortografia. Mas a professora de Português do Núcleo de Concursos Especial (Nuce), Fabiana Ferreira, aconselha: estude as novas regras desde já. Confira a entrevista concedida pela especialista à Folha dos Concursos e se prepare para as provas que estão por vir.
PRISCILA DOS SANTOS

Qual o objetivo do acordo ortográfico?
Ele veio para suprir os interesses políticos das nações, com o intuito de aproximar as línguas. O pensamento é que, assim, haja a perpetuação do português por mais tempo. Até parece que língua é escrita. Até parece que gramática é língua. Gramática não é língua, é um aspecto dela. Ninguém vai unificá-la porque ela perpassa a linguagem também. Isso tem que ser analisado e não foi.
Na sua opinião, quais os lados positivos e negativos dessa reforma?
Se pensarmos na maneira de escrever e de falar, houve mais vantagens do que desvantagens. A eliminação de acentos supérfluos foi interessante, pois assim as pessoas vão escrever mais de acordo com a norma culta. Cito a retirada dos acentos diferenciais em para (preposição) e para (verbo), de pelo (verbo) e pelo (substantivo). O uso do circunflexo na terceira pessoa do plural nos verbos crer, dar, ler e ver não tinha justificativa gramatical, eram exceções que agora se adequaram à regra. Agora, o que eu acho terrível, e não vou me cansar de falar sobre isso, é a extinção do trema e do agudo no “qu” e “gu”. Por quê? Partindo do pressuposto que um mesmo encontro entre uma consoante e uma vogal - que é o “qu” e o “gu” diante das letras “e” e “i” -, forma três sons completamente diferentes, eu preciso ter um acento diferencial para distinguir os timbres entre esses elementos. É um problema gravíssimo, principalmente para as gerações futuras, para os estrangeiros que vêm ao Brasil e para as pessoas que precisam ler em público e fazem isso sem ensaiar.
É possível as provas de concursos abordarem a reforma ortográfica como assunto?
Possível é. Já ficou avisado que, depois do dia 1° de janeiro deste ano, iria haver a concomitância das duas normas. Então, depende do edital. O conteúdo programático do concurso para gestor público do Estado saiu no ano passado e trazia consigo um elemento-chave para a nossa compreensão sobre o acordo ortográfico. Ele disse que qualquer que seja o assunto a ser modificado em data posterior à publicação do edital não faria parte do corpo da prova. Ele já amarrou ali e teve que fazer isso porque a prova vai ser agora em fevereiro. A rigor, se o edital não traz isso, não há a garantia das regras novas não caírem. O concurso deve trazer isso de maneira explícita.
Qual a recomendação para os concurseiros?
É preciso estudar as duas regras durante esse período de transição, no qual é possível a coabitação delas no mesmo espaço gramatical. Pode ser que o edital opte pela regra antiga, pode ser que opte pela nova. Então, temos que estar preparados para as duas situações. Logicamente, os editais sempre são claros, mas eu não vou adivinhar o que no futuro ele vai querer de mim.
Como agir na prova discursiva?
Eu percebo que muitas pessoas começam a escrever de acordo com a regra nova, depois dão uma relaxada e voltam à regra antiga. Isso não pode acontecer. Se existe hoje a vigência da duas, você tem que fazer a opção. Não necessita ser explícita porque o revisor da sua prova tem que estar preparado para se deparar com as duas formas. O que ele não vai admitir é a mistura. Imagine se no início do seu texto, você escreve “vôo”, com acento. Então, esse revisor de prova discursiva vai entender, a partir da primeira palavra que você escreveu, sua opção pela regra antiga. Daqui a pouco, por um costume que você já tinha, escreve “frequencia”, sem trema. O corretor vai cortar as duas palavras porque você misturou. O meu conselho é: “começou com a regra nova, findou com a regra nova. Começou com a regra velha, findou com a regra velha”.

Entrevistas reveladoras para “O Pasquim” reunidas em livro



FOLHA DE PERNAMBUCO, 03/02/2009

Apenas três artistas não autorizaram a republicação
Caetano Veloso é um dos mais citados no livro


SÃO PAULO (AE) - Para Tom Jobim, pior do que ser concorrente de um festival era participar como jurado. Só por isso ele inscreveu a nada popular “Sabiá” (parceria com Chico Buarque) no 3° Festival Internacional da Canção (FIC), em 1968, do qual saiu campeão sob uma chuva de vaias. Chico, por sua vez, disse que a peça “Roda Viva”, como texto, “não era nada”, só ganhou força na encenação. Moreira da Silva admite que comprou seu maior sucesso, “Na Subida do Morro”, de Geraldo Pereira. Falastrões e machistas como Waldick Soriano e Agnaldo Timóteo desciam o malho nos expoentes da “elite” musical, especialmente Caetano Veloso. Este declarava-se um músico inferior. Lupicínio Rodrigues e Martinho da Vila nem encaravam a música como atividade profissional de futuro.


Numa roda de jornalistas bem-humorados e provocadores, com boas doses de uísque, chope ou caipirinha e em clima de absoluta descontração, uma infinidade de gente soltou a língua para o jornal “O Pasquim”, rendendo pérolas reveladoras como as citadas acima. Dez dessas entrevistas com personalidades da música foram reunidas no livro “O Som do Pasquim” (Editora Desiderata, 277 páginas, 39,90 reais), que foi editado pela primeira vez em 1976 e dedicado a Lupicínio.


O responsável pelas duas edições é o jornalista Tárik de Souza, ex-integrante da equipe do jornal que se distinguia pelo estilo polêmico e irreverente e vendia 250 mil exemplares por semana. O novo livro tem as mesmas fotos e ilustrações de Nássara, melhor revisão de textos, mas três entrevistas a menos: Roberto Carlos, Maria Bethânia e Ângela Maria, que não autorizaram a republicação. Além dos citados no início deste texto, permanecem nesta edição Luiz Gonzaga e Raul Seixas.


Pode ser que, como Timóteo, os ausentes tenham se arrependido de algo que disseram. Roberto confessou que chegou a traçar uma(s) fã(s) e revelou quanto pagou de Imposto de Renda (IR) em 1970. Imagine se isso seria possível hoje. No novo prefácio do livro, Tárik lembra que, nos anos 70, não havia “as implacáveis barreiras entre os artistas e jornalistas, erguidas por marqueteiros, assessores de imprensa e incontáveis aspones”. Daí que o contato era direto e todo mundo se abria para o “Pasquim”, ainda mais depois de uns tragos. “E também não havia o politicamente correto, as pessoas podiam dizer as maiores barbaridades”, observa Tárik.


Timóteo liberou sua a entrevista, mas pediu para ser publicado um adendo, em que se desculpa com Caetano e Maria Alcina e reconhece que a história de Chico Buarque, Milton Nascimento e Tom Jobim “está acima de uma análise ignorante e preconceituosa de décadas atrás”, observa o cantor e político.


É curioso reler entrevistas feitas há quase 40 anos para entender como eram certas coisas no meio musical naquele período “Tem coisas antecipadoras”, diz Tárik. “Moreira da Silva canta uma música em que sonha com a ressurreição da Lapa, que naquela época era ultradecadente. Ninguém imaginava que a Lapa fosse ressurgir.”
Caetano também fala da “‘assintonia’ que havia entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos em relação à cultura”. A imagem do Brasil lá fora era aquela coisa de “macumba pra turista”. “Eles só foram descobrir o tropicalismo 30 anos depois “
Aliás, para o bem e para o mal, um dos temas que mais rendem entre os entrevistados reunidos no livro “O Som do Pasquim”, do jornalista Tárik de Souza, é Caetano Veloso. Se Tom Jobim deu nota 10 para ele, Lupicínio Rodrigues elogiou-o (“é ótimo compositor”), bem como Chico Buarque, sobre sua memória musical, e Luiz Gonzaga o agradeceu em forma de música, sobraram alfinetadas de Waldick Soriano (“como gente é bacana demais, como artista não é”), Moreira da Silva (“é um chato”) e Agnaldo Timóteo (“não tem voz e não pode cantar”).


Quando li que três artistas não autorizaram a republicação das entrevistas feitas há tanto tempo,pensei com meus botões: quem foram esses imbecis??? Isso porque se o fato já era de domínio público,dito por eles mesmos,livremente,por que impedir a republicação?A ironia está no fato de um deles ser meu xodó desde criança,nada mais nada menos que o Rei Roberto,kkkkkkkk. Também gosto de Bethânia e de Ângela Maria. E agora?kkkkkkkkk. Bom,retiro "imbecis" mas continuo pensando igual,kkkkkk