Mostrando postagens com marcador relacionamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Não quero viver de migalhas

Não quero viver de migalhas

Ronaldo Magella – professor, poeta, escritor, blogueiro, radialista, jornalista e mais nada (02-02-1014)

Não quero ter suas horas de folgas ou suas palavras ligeiras, teus pensamentos cortados, teus desejos interrompidos, tua vontade negada, suas frases de saudade ou seus sentimentos congelados.

Não quero seus olhos distantes nem seu cheiro ausente, teu sabor de ontem, tua alegria de momentos passados, não quero viver de esperanças nem do já sentindo, quero sentir tudo outra vez.

Não mereço o teu sentimento e viver com a tua distância, não quero o pouco do teu amor uma vez que já tenho o muito do muito da minha dor, o muito da tua falta, a tua imensa ausência, do teu não estar aqui.

 Não suporto o silêncio da sua voz e ficar com o barulho dos meus sentimentos, a bagunça das minhas lembranças e a organização do que não temos mais,  quero as tuas horas presentes e futuras, quero os seus sorrisos de amanhã e tuas melhores alegrias do futuro, tuas horas de agora, teus dias de sempre.

 Quero tua preguiça gostosa, tua fome intensa, sua sede maior, o teu maior cansaço, quero o calor dos seus braços e o frio dos seus pés, o cheiro do teu corpo e o brilho do seu olhar, não quero as tuas portas fechadas, teus telefones desligados, meus e-mails não respondidos, tua voz calada, sua lágrima escondida, tua dor disfarçada.
 Não suporto a solidão de nós dois, de não nos termos, havermos, sermos, estarmos, nos amarmos, desejo a tua presença, as tuas carícias, tuas reclamações mais duras, suas críticas, nossas brigas, nossas intrigas, tuas acusações, teus perdões, tuas voltas, nossos momentos, nossas horas, nossos dias, nosso amor, nossa maior dor. 

Não quero o teu amor sem o teu corpo, ou o teu coração sem os seus beijos, menos ainda seus pensamentos e sentimentos sem a tua presença, quero você comigo, sem limites pra mim, não quero os seus restos, antes anseio pelo seu todo, prefiro morrer, jovem ainda, a viver sem te ter, já me bastam as lembranças e saudades, não quero as faltas e ausências, estas já as tenho demais, em mim, comigo, até quando? Não sei dizer. ..

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

8 dicas para cuidar de uma pessoa com depressão

A depressão é uma das doenças mais recorrentes do século XXI, afetando homens e mulheres de todas as idades. Quem sofre de depressão parece ter estagnado, não encontra forças para enfrentar o quotidiano e chega a pensar que a vida não tem qualquer significado. Lidar com uma pessoa que apresenta esses sintomas não é fácil, mas também não é impossível.
Abaixo, leia 8 dicas que auxiliam nos cuidados de uma pessoa com depressão

1. Compreender a doença.

 A depressão é uma doença como qualquer outra e a melhor forma de lidar com uma pessoa deprimida é saber exatamente quais os efeitos que a depressão causa no doente, o que este sente e qual a melhor forma de lidar com tudo isso. Ler muito sobre o assunto, acompanhar a pessoa ao médico, participar em comunidades reais ou virtuais que falem sobre o assunto são as principais formas de compreender para poder auxiliar nos momentos angústias e necessidades da pessoa doente. Não saber o que é uma depressão e de que forma se manifesta, dificulta a compreensão dos comportamentos da pessoa.

2. Apoio emocional.

A depressão não é uma doença que passa de um momento para o outro, ou seja, demora tempo a passar – meses e, em alguns casos, até anos. Durante esse tempo, aquilo que a pessoa deprimida mais necessita – para além do acompanhamento médico – é o apoio emocional de quem a rodeia. Compreensão, paciência e carinho são os factores chaves para quem está a cuidar de uma pessoa com esse quadro. Mostre empatia, seja um bom ouvinte, dê muitos abraços e, quando na dúvida sobre o que fazer ou dizer, pergunte sempre: “como posso ajudar?”. lembre-se que não existem respostas prontas para nada.

3. Saber distinguir a pessoa da doença.

É muito difícil lidar com e ajudar uma pessoa com depressão, principalmente quando ela expressa emoções tão intensas como a tristeza, pessimismo, raiva e frustração. Faça o possível para se lembrar que é a doença que está a falar e não a pessoa. Evite tentar convencer a pessoa que aquilo que ela sente não é real e que ela pode simplesmente “animar-se” para que isso passe. Em vez de dar conselhos e sugestões, mantenha-se neutro, ouça e ofereça-se para ajudar naquilo que for preciso.

4. Delinear um plano.É muito difícil lidar com e ajudar uma pessoa com depressão, principalmente quando ela expressa emoções tão intensas como a tristeza, pessimismo, raiva e frustração. Faça o possível para se lembrar que é a doença que está a falar e não a pessoa. Evite tentar convencer a pessoa que aquilo que ela sente não é real e que ela pode simplesmente “animar-se” para que isso passe. Em vez de dar conselhos e sugestões, mantenha-se neutro, ouça e ofereça-se para ajudar naquilo que for preciso.
Ninguém pode ficar sentado em casa à espera que a depressão passe por si só ou que os medicamentos façam o seu efeito de um dia para o outro – se assim for, ela nunca desaparecerá. É preciso delinear um plano de ação em conjunto com a pessoa: é preciso saber quais são as coisas que parecem piorar a depressão e evitá-las, mas também perceber quais as atividades que dão um novo alento à pessoa e repeti-las. Outros cuidados básicos que podem melhorar a qualidade de vida de uma pessoa que está passando por isso passam pela toma adequada dos medicamentos, fazer uma dieta alimentar saudável, dormir o suficiente, praticar exercício físico, participar de terapia individual ou de grupo e ter algum tipo de agenda social. A depressão não precisa ser uma doença incapacitante e é preciso vencê-la, um passo de cada vez.

5. Tempo de qualidade juntos.

É crucial que a depressão não domine a vida da pessoa e nem a daquelas que diariamente convivem com essa pessoa. Quais são as coisas que normalmente fazem juntos? Façam-nas! Quantas mais vezes, melhor. A diversão é um dos melhores remédios para a depressão. Num estado de depressão é extremamente importante manter uma vida o mais normal e otimista possível. Normal é bom – não deixe que a pessoa deprimida coloque a sua vida em standby por causa da depressão, isso só deixará o tratamento mais demorado.

6. Tarefas diárias.

Para uma pessoa com depressão, até os gestos e rotinas mais mundanas do dia-a-dia se tornam um enorme suplício – tudo custa, tudo é demais, tudo é fonte de stress e não apetece fazer nada. Uma das formas mais simples de apoiar uma pessoa deprimida é ajudá-la com as suas pequenas tarefas diárias: pode ser algo tão simples como ir buscar as crianças na escola, ajudá-lo a fazer o jantar, na limpeza da casa ou fazer as compras de supermercado. Ficará surpreendido com o efeito positivo que este tipo de ação terá numa pessoa , que se sentirá imediatamente mais aliviada.
7. Sair de casa.
Uma pessoa deprimida tem uma enorme tendência para se desligar do mundo e fechar-se em casa, o que só dificulta ainda mais a situação. Quanto mais tempo a pessoa deprimida se isolar, mais difícil será ela voltar ao “mundo real”. Só o fato de estar ao ar livre e a apanhar sol já é extremamente benéfico, mas pode ainda juntar a isso uma pequena caminhada, uma tarde de jardinagem, um almoço fora ou uma sessão de cinema com um grupo de amigos mais íntimos. Pode custar inicialmente, mas este tipo de atividades são uma lufada de ar fresco que realmente podem fazer diferença.

8. Cuidar de si.

Quem cuida de uma pessoa que está doente, também precisa de se cuidar, caso contrário pode facilmente ficar fisicamente exausto, emocionalmente desgastado e com elevados índices de ansiedade e stress. É crucial que quem cuida de uma pessoa não concentre cada minuto do seu dia nessa pessoa, no seu estado e nos seus problemas – é necessário que continue a levar sua vida, sem abandonar os momentos de lazer, sem sentimentos de culpa. Se sentir que já não consegue mais ou que precisa de uma pausa, peça apoio a um familiar ou amigo e descanse durante uns dias. Se não estiver bem, não será grande ajuda para a pessoa deprimida.

http://www.contioutra.com/8-dicas-para-cuidar-de-uma-pessoa-com-depressao/

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Um grande homem- por Arnaldo Jabor



UM GRANDE HOMEM
Nós homens nos caracterizamos por ser o sexo forte, embora muitas vezes caiamos por debilidade.Um dia, minha irmã chorava em sua casa..  Com muita saudade, observei que meu pai chegou perto dela e perguntou o motivo de sua tristeza.
Escutei-os conversando por horas, mas houve uma frase tão especial que meu pai disse naquela tarde, que até o dia de hoje ainda me recordo a cada manhã e que me enche de força.
Meu pai acariciou o rosto dela e disse: “Minha filha, apaixone-se por Um Grande Homem e nunca mais voltará a chorar”.
Perguntei-me tantas vezes, qual era a fórmula exata para chegar a ser esse grande homem e não deixar-me vencer pelas coisas pequenas. Com o passar dos anos, descobri que se tão somente todos nós homens lutássemos por ser grandes de espírito, grandes de alma e grandes de coração, O mundo seria completamente diferente!
Aprendi que um Grande Homem… não é aquele que compra tudo o que deseja, porque muitos de nós compramos com presentes a afeição e o respeito daqueles que nos cercam.
Meu pai lhe dizia:
“Não se apaixone por um homem que só fale de si mesmo, de seus problemas, sem preocupar-se com você… Enamore-se de um homem que se interesse por você, que conheça suas forças, suas ilusões, suas tristezas e que a ajude a superá-las.
Não creia nas palavras de um homem quando seus atos dizem o oposto.
Afaste de sua vida um homem que não constrói com você um mundo melhor.. . Ele jamais sairá do seu lado, pois você é a sua fonte de energia..
Foge de um homem enfermo espiritual e emocionalmente, é como um câncer, matará tudo o que há em você
( emocional, mental, física, social e economicamente)
“Não dê atenção a um homem que não seja capaz de expressar seus sentimentos, que não queira lhe dar amor.
Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e exterior e suas qualidades morais.
Não deixe entrar em sua vida um homem a quem tenha que adivinhar o que quer, porque não é capaz de se expressar abertamente.
Não se enamore de um homem que ao conhecê-lo, sua vida tenha se transformado em um problema a resolver e não em algo para desfrutar”. Não se apaixone por um homem que demonstre frieza, insensibilidade, falta de atenção com você, corra léguas dele.
“Não creia em um homem que tenha carências afetivas de infância e que trata de preenchê-las com a infidelidade, culpando-a, quando o problema não está em você, e sim nele, porque não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades”.
Por que querer um homem que a abandonará se você não for como ele pretendia, ou se já não é mais “ útil ”? …
Por que querer um homem que a trocará por um cabelo ou uma cor de pele diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto?
Por que querer um homem que não saiba admirar a beleza que há em voce, a verdadeira beleza… a do coração?
Quantas vezes me deixei levar pela superficialidade das coisas, deixando de lado aqueles que realmente me ofereciam sua sinceridade e integridade e dando mais importância a quem não valorizava meu esforço?
Custou-me muito compreender que GRANDE HOMEM não é aquele que chega no topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive rodeado de mulheres, nem muito menos o mais bonito.
Um grande homem, é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça, é o que abre seu CORAÇÃO sem rejeitar a realidade, é quem admira uma mulher por seus alicerces morais e grandeza interior.
Um grande homem é o que cai e tem a suficiente força para levantar-se e seguir lutando…
Hoje minha irmã está casada e feliz, e esse Grande Homem com quem se casou, não era nem o mais popular, nem o mais solicitado pelas mulheres, nem o mais rico ou o mais bonito.
Esse Grande Homem é simplesmente aquele que nunca a fez chorar… É QUEM NO LUGAR DE LÁGRIMAS LHE ROUBOU SORRISOS…
Sorrisos por tudo que viveram e conquistaram juntos, pelos triunfos alcançados, por suas lindas recordações e por aquelas tristes lembranças que souberam superar, por cada alegria que repartem e pelos 3 filhos que preenchem suas vidas.
Esse Grande Homem ama tanto a minha irmã que daria o que fosse por ela sem pedir nada em troca…
Esse Grande Homem a quer pelo que ela é, por seu coração e pelo que são quando estão juntos.
Aprendamos a ser um desses Grandes Homens, para vivenciar os anos junto de uma Grande Mulher e NADA NEM NINGUÉM NOS PODERÁ VENCER!
Envio esta mensagem aos meus AMIGOS “HOMENS”, para que lhes toque o coração e tratem de fazer crescer esse GRANDE homem que vive dentro deles.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Seu filho não é sua propriedade


“Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isso mesmo! 
Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. 
Perder? Como? 
Não é nosso, recordam-se? 
Foi apenas um empréstimo!"

José Saramago

terça-feira, 14 de junho de 2011

A vida é um conto ligeiro


Nossa vida é como um vapor que aparece e logo se desvanece. Vivamos um dia de cada vez, renunciando a tudo que possa nos comprometer diante de Deus! Não sabemos quanto tempo ficaremos nesse plano. Vamos tentar semear amor e paz por onde passamos, para que quando não estivermos mais aqui sejamos lembrados com saudade e carinho. Vamos plantar flores perfumadas de amor, compreensão, humildade, perdão, solidariedade, justiça, gratidão, paz...

Filosofei

O ídolo dos pés de barro

Quando uma pessoa ama demais costuma idealizar o ser amado. A pessoa é vista como se fosse perfeita, como se fosse a melhor pessoa do mundo, o ser ideal com quem sempre sonhou,superior a todos, sensível e incapaz de errar. É impensável que o  amado faça algo que machuque, magoe, ofenda, agrida... Mas um dia o amado se vai e mostra uma face desconhecida: trai, mente, ofende, agride, maltrata, calunia, julga, condena, processa, vira um monstro frio, insensível e cruel... As escamas caem dos olhos e quem ama demais enxerga o ser amado como  realmente é: um ser humano igual aos outros. Apenas um ser humano, cheio de falhas, imperfeições, defeitos, fraquezas, sentimentos mesquinhos... Pecador igual a você! Nem melhor, nem pior. Merecedor de compreensão e perdão. Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra! Desejo que todos enxerguem seu próximo como um ser humano igual, com virtudes e defeitos, força e fraqueza, bondade e maldade, sonhos, ilusões, planos, esperanças...

domingo, 12 de junho de 2011

Ame sua família


Tropecei em um 
estranho que passava e lhe pedi perdão.  
Ele respondeu:  
desculpe-me, por favor; 
também não a vi.” 
Fomos muito educados, seguimos nosso caminhos e nos despedimos.

 
 
Mais tarde, eu estava cozinhando e meu filho estava muito perto de mim.
Ao me virar quase esbarro nele. Imediatamente
gritei com ele;
ele se retirou sentido,
sem que eu notasse
quão dura que
lhe falei.
 
 
 
 

Ao me deitar Deus me disse suavemente:“Você tratou a um estranho de forma cortês, mas destratou o filho que você ama..
Vá a cozinha e irá encontrar umas flores no chão, perto da porta.
São as flores que ele cortou e te trouxe: rosa, amarela e azul.
Estava calado para te entregar a surpresa e você não viu as lágrimas que chegaram aos seus olhos…
 
 

Me senti miserável e comecei a chorar. Suavemente me aproximei de sua cama e lhe disse:
Acorde querido! Acorde!
Estas são as flores que você cortou para mim?
Ele sorriu e disse:
Eu as encontrei junto de uma árvore, e as cortei, porque são bonitas como você,
em especial a azul.”
 
Filho, sinto muito pelo que disse hoje, não devia gritar com você.
Ele respondeu:
está bem mamãe, te amo de todas as formas. 
Eu também te amo e adorei as flores,
especialmente a azul…. 
 
 
 
 

Entenda que se você morrer amanhã, em questão de dias a empresa onde você trabalha cobrirá seu lugar. Porém, a família que deixamos sentirá a perda pelo resto da vida.
Pense neles, porque geralmente nos entregamos mais ao trabalho que à nossa Família.
Será que não é uma inversão
pouco inteligente? 
 
Então, que há detrás desta história?
Você sabe o que significa
Família em inglês?  
 
 
 
F A M I L Y:
Father And Mother I Love You”
(Papai e Mamãe, eu os amo)  
 
 
 
Compartilhe essa mensagem com quem você se importa.
Se você não fizer, ninguém morrerá, nenhuma tragédia ocorrerá, mas perderá a oportunidade de dizer aos demais: pense mais em sua família. 
 
 
QUE DEUS BENDIGA
A TODAS AS FAMÍLIAS!


 
 
 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

*Como se educa sem violência*
*Dr. Arun Gandhi*

O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do MK Gandhi Institute, contou a seguinte história sobre a vida sem violência, na forma da habilidade de seus pais, em uma palestra proferida em junho de 2002 na Universidade de Porto Rico.
"Eu tinha 16 anos e vivia com meus pais, na instituição que meu avô havia fundado, e que ficava a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul. Vivíamos no interior, em meio aos canaviais, e não tínhamos vizinhos, por isso minhas irmãs e eu sempre ficávamos entusiasmados com a possibilidade de ir até a cidade para visitar os amigos ou ir ao cinema.
Certo dia meu pai pediu-me que o levasse até a cidade, onde participaria de uma conferência durante o dia todo. Eu fiquei radiante com esta oportunidade. Como íamos até a cidade, minha mãe me deu uma lista de coisas que precisava do supermercado e, como passaríamos o dia todo, meu pai me pediu que tratasse de alguns assuntos pendentes, como levar o carro à oficina.
Quando me despedi de meu pai ele me disse: "Nos vemos aqui, às 17 horas, e voltaremos para casa juntos".
Depois de cumprir todas as tarefas, fui até o cinema mais próximo. Distraí-me tanto com o filme (um filme duplo de John Wayne) que esqueci da hora. Quando me dei conta eram 17h30. Corri até a oficina, peguei o carro e apressei-me a buscar meu pai. Eram quase 6 horas.
Ele me perguntou ansioso: "Porque chegou tão tarde?"
Eu me sentia mal pelo ocorrido, e não tive coragem de dizer que estava vendo um filme de John Wayne. Então, lhe disse que o carro não ficara pronto, e que tivera que esperar. O que eu não sabia era que ele já havia telefonado para a oficina. Ao perceber que eu estava mentindo, disse-me: "Algo não está certo no modo como o tenho criado, porque você não teve a coragem de me dizer a verdade.. Vou refletir sobre o que fiz de errado a você. Caminharei as 18 milhas até nossa casa para pensar sobre isso".
Assim, vestido em suas melhores roupas e calçando sapatos elegantes, começou a caminhar para casa pela estrada de terra sem iluminação. Não pude deixá-lo sozinho...guiei por 5 horas e meia atrás dele...vendo meu pai sofrer por causa de uma mentira estúpida que eu havia dito.
Decidi ali mesmo que nunca mais mentiria.
Muitas vezes me lembro deste episódio e penso: "Se ele tivesse me castigado da maneira como nós castigamos nossos filhos, será que teria aprendido a lição?" Não, não creio. Teria sofrido o castigo e continuaria fazendo o mesmo. Mas esta ação não-violenta foi tão forte que ficou impressa na memória como se fosse ontem.
Este é o poder da vida sem violência".

terça-feira, 31 de maio de 2011

Você pode fazer a diferença- Pedagogia do amor


Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da quinta série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.
No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.
Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.
A Sra. Teresa deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa.
A professora do primeiro ano escolar de Ricardo havia anotado o seguinte: Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.
A professora do segundo ano escreveu: Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.
Da professora do terceiro ano constava a anotação seguinte: a morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.
A professora do quarto ano escreveu: Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.
A Sra. Tereza se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada.
Sentiu-se ainda pior quando lembrou dos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.
Lembra-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.
Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Lembrou-se ainda, que Ricardo lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.
Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Tereza chorou por longo tempo...
Em seguida, decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.
Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava.
Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde a Sra. Tereza recebeu uma notícia em que Ricardo lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.
Seis anos depois, recebeu outra carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.
Mas a história não terminou aqui. A Sra. Tereza recebeu outra carta, em que Ricardo a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai.
Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume. Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido:
- Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.
Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho: você está enganado ! Foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.
Mais do que ensinar a ler e escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.
Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença...

Que exemplo deixarei para os meus filhos?

A colheita de amanhã

Aquele homem de cabelos brancos e rosto sulcado por profundas marcas que o tempo esculpiu, certamente tinha acumulado muitas experiências que a vida lhe proporcionara.
Quantos sorrisos, quantas lágrimas já haviam contemplado aquele velho rosto agora cansado e quase sem expressão.
Empregou seu tempo de juventude construindo o futuro e amparando a esposa e os filhos. Agora que suas forças físicas estavam sumindo e o corpo quase não obedecia aos comandos do cérebro, ele foi viver com um dos filhos, a nora e o neto de seis anos de idade.
Sentia-se um intruso naquele lar. Tinha saudades da esposa, que já havia retornado ao mundo dos espíritos há alguns anos.
Nos primeiros dias o vovô se sentava à mesa para fazer as refeições junto com os familiares, mas a nora não estava gostando que aquele velho de mãos trêmulas derramasse alimentos sobre a mesa e no chão.
Sim, uma visão embaralhada e mãos que tremem, deixam rolar algumas ervilhas, derramar o leite do copo, sujar a toalha.
O filho e a nora não suportaram por muito tempo aquela sujeira toda, providenciaram uma mesa pequena e a colocaram no canto da sala. Agora o vovô passaria a comer lá, sozinho, pois o barulho das suas mastigadas rudes também incomodavam o jovem casal.
O velho homem também havia quebrado dois pratos e por isso passou a comer numa tigela de madeira, por ordem do seu filho.
O neto era a única pessoa que se aproximava do velho e só ele percebia que, vez em quando, uma lágrima rolava discretamente do olho do vovô.
Apesar da pouca idade, o garoto sabia que as lágrimas eram por causa do abandono e da solidão e tentava animar o vovô com sua alegria infantil.
Numa noite, em que o casal conversava na sala de jantar, o pai notou que o menino lidava com pedaços de madeira e outras sucatas jogadas no chão, e lhe perguntou interessado:
- Filho, o que você está fazendo com essas madeiras?
O filho respondeu com a doçura e a inocência de seus seis anos:
- Estou fazendo duas tigelas de madeira. Uma é para você, e a outra para a mamãe. Afinal, quando eu crescer vocês precisarão delas.
As palavras do garoto foram um golpe para os pais, que ficaram mudos por alguns minutos.
Depois, entenderam a lição e grossas lágrimas rolaram dos seus rostos jovens.
E, naquela mesma noite, na hora do jantar, o marido foi buscar seu velho pai e o trouxe para sentar-se à mesa e usar talheres e pratos como todos os outros.
Sem entender o que estava acontecendo, aquele homem de cabelos brancos e rosto sulcado por profundas marcas que o tempo esculpiu, pôde fazer parte outra vez do mundo dos vivos, apesar das mãos trêmulas e da visão embaralhada.
***
Os pais são espelhos vivos dos filhos, que neles buscam um norte para suas vidas.
Lembre-se sempre de que eles o observam e seguem as suas pegadas.
Por essa razão, vale a pena deixar marcas de luz e exemplos dignos de serem seguidos.


(Que meus filhos se orgulhem de mim... Que eu deixe para eles o exemplo que meus pais me deixaram... Que se lembrem de mim como alguém digno de ser imitado)

Estou aprendendo

EU APRENDI Que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha; 
EU APRENDI que quando você está amando dá na vista; 
EU APRENDI que basta uma pessoa me dizer "Você fez meu dia" para ele se iluminar; 
EU APRENDI que ter uma criança adormecida em seus braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo; 
EU APRENDI que ser gentil é mais importante do que estar certo; 
EU APRENDI que nunca se deve negar um presente a uma criança ; 
EU APRENDI que eu sempre posso orar por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma; 
EU APRENDI que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto; 
EU APRENDI que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender; 
EU APRENDI que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto; 
EU APRENDI que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos; 
EU APRENDI que dinheiro não compra "classe"; 
EU APRENDI que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular; EU APRENDI que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada e amada; EU APRENDI que Deus não fez tudo num só dia; O que me faz pensar que eu possa?
EU APRENDI que ignorar os fatos não os altera; 
EU APRENDI que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas está permitindo que essa pessoa continue a magoar você; 
EU APRENDI que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas; 
EU APRENDI que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu; 
EU APRENDI que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso; 
EU APRENDI que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa; 
EU APRENDI que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; 
EU APRENDI que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. 

EU APRENDI que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar; 
EU APRENDI que eu gostaria de ter dito à minha mãe que a amava, uma vez mais, antes dela morrer; 
EU APRENDI que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las; 
EU APRENDI que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência; 
EU APRENDI que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; EU APRENDI que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você está escalando-a; 
EU APRENDI que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte; 
EU APRENDI Que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

Fonte: Autor desconhecido

A importância de dizer a tempo

Depois de 21 anos de casado, descobri uma nova maneira de manter viva a chama do amor. Há pouco tempo decidi sair com outra mulher. Na realidade, foi idéia da minha esposa. - Você sabe que a ama - disse-me minha esposa um dia, pegando-me de surpresa - A vida é muito curta, você deve dedicar especial tempo a essa mulher... - Mas, eu te amo - protestei à minha mulher. - Eu sei. Mas, você também a ama. Tenho certeza disto. A outra mulher, a quem minha esposa queria que eu visitasse, era minha mãe, que já era viúva há 19 anos, mas as exigências do meu trabalho e de meus 3 filhos, faziam com que eu a visitasse ocasionalmente. Essa noite a convidei para jantar e ir ao cinema. - O que é que você tem? Você está bem? - perguntou-me ela, após o convite. (Minha mãe é o tipo de mulher que acredita que uma chamada tarde da noite, ou um convite surpresa é indício de más notícias.) - Pensei que seria agradável passar algum tempo contigo! Respondi a ela. - Só nós dois; o que acha? Ela refletiu por um momento. - Me agradaria muitíssimo - disse ela sorrindo. Depois de alguns dias, estava dirigindo para pegá-la depois do trabalho, estava um tanto nervoso, era o nervosismo que antecede a um primeiro encontro... E que coisa interessante, pude notar que ela também estava muito emocionada. Esperava-me na porta com seu casaco, havia feito um penteado e usava o vestido com que celebrou seu último aniversário de bodas. Seu rosto sorria e irradiava luz como um anjo. - Eu disse a minhas amigas que ia sair com você, e elas ficaram muito impressionadas. - comentou enquanto subia no carro. Fomos a um restaurante não muito elegante, mas, sim, aconchegante, minha mãe se agarrou ao meu braço como se fosse "a primeira dama". Quando nos sentamos, tive que ler para ela o menu. Seus olhos só enxergavam grandes figuras. Quando estava pela metade das entradas, levantei os olhos; mamãe estava sentada do outro lado da mesa, e me olhava fixamente. Um sorriso nostálgico se delineava nos seus lábios. - Era eu quem lia o menu quando você era pequeno disse- me. - Então é hora de relaxar e me permitir devolver o favor - respondi. Durante o jantar tivemos uma agradável conversa; nada extraordinário, só colocando em dia a vida um para o outro. Falamos tanto que perdemos o horário do cinema. - Sairei contigo outra vez, mas só se me deixares fazer o convite - disse minha mãe quando a levei para casa. E eu concordei. - Como foi teu encontro? - quis saber minha esposa quando cheguei aquela noite. - Muito agradável... Muito mais do que imaginei... Dias mais tarde minha mãe faleceu de um infarto fulminante, tudo foi tão rápido, não pude fazer nada. Depois de algum tempo recebi um envelope com cópia de um cheque do restaurante de onde havíamos jantado minha mãe e eu, e uma nota que dizia: "O jantar que teríamos paguei antecipado, estava quase certa de que poderia não estar ali, por isso paguei um jantar para ti e para tua esposa. Jamais poderás entender o que aquela noite significou para mim. "Te amo". Nesse momento compreendi a importância de dizer a tempo: "EU TE AMO" e de dar aos nossos entes queridos o espaço que merecem;

O último dia de vida

Aquele era seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso." Naquela manhã, sentiu vontade de dormir um pouco mais. Estava cansado, tinha deitado muito tarde e não havia dormido bem. Mas logo abandonou a ideia de ficar um pouco mais na cama, e levantou-se, pensando nas muitas coisas que precisava fazer na empresa. Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado e nem nas olheiras escuras, resultado de noites mal dormidas. Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem muita convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não entendia porque ela se queixava tanto da ausência dele e vivia pedindo mais tempo para ficarem juntos. Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Entrou no carro e saiu. Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto. Mas não podia, naquele dia, sair da empresa. Quem sabe no próximo final de semana? Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada. Na hora do almoço, pediu à secretária para trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar. Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou ao trabalho. "a vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Saiu para uma reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando os degraus de dois em dois. Entrou no carro, deu a partida e, quando ia engatar a marcha, sentiu de novo o mal estar e agora com uma dor forte no peito. O ar começou a faltar... A dor foi aumentando... O carro desapareceu... Os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. A esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas de que mais gostava. Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte: a dor da coronária entupida ou a de sua alma rasgando. Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas... Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto... Queria... Queria... Mas não havia mais tempo... .............................. Quantas pessoas estão vivendo hoje seu último dia de existência na Terra e não sabem disso! Quantas saem do corpo físico diariamente e deixam muitas coisas por fazer! Certamente os compromissos profissionais, a limpeza da casa, as compras, os pagamentos, outras pessoas farão. Mas as questões afetivas, as coisas do coração, somente cada um pode deixar em dia. Aquela visita a um amigo, o abraço de ternura num familiar querido, um beijo carinhoso na esposa ou esposo, uma palavra atenciosa a alguém que precisa, um tempo a mais para dedicar aos amores...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Se o amanhã não vier

Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você dormir, aconchegaria você mais apertado, e rogaria ao senhor que protegesse você.
Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela porta, eu abraçaria, beijaria você, e chamaria de volta para abraçar e beijar uma vez mais. Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz em oração eu filmaria cada gesto, cada palavra sua, para que eu pudesse ver e ouvir de novo,
dia após dia.
Se eu soubesse que essa seria a última vez,  gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer: EU TE AMO.
Se eu soubesse que essa seria a última vez,  estaria ao seu lado partilhando do seu dia, ao invés de pensar: "Bem, tenho certeza que outras oportunidades virão, então eu posso deixar passar esse dia."
É claro que haverá um amanhã para se fazer uma revisão, e nós teríamos uma segunda chance para fazer as coisas de maneira correta.É claro que haverá outro dia para dizermos um para o outro: "EU TE AMO", e certamente haverá uma nova chance de dizermos um para o outro:
"Posso te ajudar em alguma coisa?"Mas no caso de eu estar errado, e hoje ser o último dia que temos, eu gostaria de dizer O QUANTO EU AMO VOCÊ. E espero que nunca esqueçamos disso. O dia de amanhã não está prometido para ninguém, jovem ou velho, e hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertado, a mão da pessoa que você ama. Se você está esperando pelo amanhã, por que não fazer hoje? Porque se o amanhã não vier, você com certeza se arrependerá pelo resto de sua vida, De não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo, Porque você estava "muito ocupado" para dar para aquela pessoa, aquilo que acabou sendo o último desejo que ela queria. Então, abrace seu amado, a sua amada HOJE. Bem apertado.Sussurre nos seus ouvidos, dizendo o quanto o ama e o quanto o quer junto de você.Gaste um tempo para dizer "Desculpe-me", "Por favor", "Me perdoe", "Obrigado"ou ainda: "Não foi nada", "Está tudo bem". Porque, se o amanhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje. Pois o passado não volta, e o futuro talvez não chegue...

O preço de um milagre


Uma garotinha esperta de apenas seis anos de idade, ouviu seus pais conversando sobre seu irmãozinho mais novo.Tudo que ela sabia era que o menino estava muito doente e que estavam completamente sem dinheiro. Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel do apartamento.Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar o garoto, e não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro.
A menina ouviu seu pai dizer a sua mãe chorosa, com um sussurro desesperado: “somente um milagre poderá salvá-lo.” Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro do seu esconderijo, no armário.Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes.O total tinha que estar exato.Não havia margem de erro.Colocou as moedas de volta no vidro com cuidado e fechou a tampa. Saiu devagarinho pela porta dos fundos e andou cinco quarteirões até chegar à farmácia. Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento.Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho, e nada!Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada.Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta.Finalmente foi atendida! “O que você quer?” perguntou o farmacêutico com voz aborrecida. “estou conversando com meu irmão que chegou de Chicago e que não vejo há séculos”, disse ele sem esperar resposta.
“Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão”, respondeu a menina. ”Ele está realmente doente…E eu quero comprar um milagre.”
“Como?”, balbuciou o farmacêutico admirado.
”Ele se chama Andrew e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro de sua cabeça e papai disse que só um milagre poderá salvá-lo. “E é por isso que eu estou aqui.Então, quanto custa um milagre?”
Desculpe, mas não posso ajudá-la”, respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave. “Escute, eu tenho o dinheiro para pagar.Se não for suficiente, conseguirei o resto.Por favor, diga-me quanto custa, insistiu a pequena.
O irmão do farmacêutico era um homem gentil.Deu um passo à frente e perguntou à garota: “que tipo de milagre seu irmão precisa?” “Não sei”, respondeu ela, levantando os olhos para ele.“Só sei que ele está muito mal e mamãe diz que precisa ser operado. Como papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro.”
”Quanto você tem?”, perguntou o homem de Chicago. “Um dólar e onze centavos”, respondeu a menina num sussurro. ”É tudo que tenho, mas posso conseguir mais se for preciso.” “Puxa que coincidência” - sorriu o homem. ”Um dólar e onze centavos!!!É exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos.” O homem pegou o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina, disse:
”Leve-me até sua casa.Quero ver seu irmão e conhecer seus pais.Quero ver se tenho o tipo de milagre que você precisa.” Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em Neurocirurgia. A operação foi feita com sucesso e sem custos. Alguns meses depois Andrew estava em casa, recuperado. A mãe e pai comentavam alegremente sobre a sequência de acontecimentos ocorridos. “A cirurgia”, murmurou a mãe, “foi um milagre real.Gostaria de saber quanto custou!” A menina sorriu.
Ela sabia exatamente quanto custou um milagre…Um dólar e onze centavos…e mais a fé de uma garotinha… Não há situação, por pior que seja, que resista ao milagre do amor. Quando o amor entra em ação, tudo vence e tudo acalma.Onde o amor se apresenta, foge a dor, se afasta o sofrimento e o egoísmo bate em retirada.

O perdão faz mais bem a quem perdoa

Eu tentei... NÃO CONSEGUI...mas consegui ao menos ser ouvida...



Tentei uma reaproximação com uma pessoa do meu passado, pois queria muito que ele e sua esposa soubessem que apesar de todas as dificuldades que passei quando vim morar em Recife há 3 anos e meio eu acho que venci e estou feliz!



Entretanto é difícil admitirmos que não é tão fácil perdoar para alguns de nós. Para meu espanto a esposa dessa pessoa me foi tão amável que eu apenas confirmei quando me diziam que ela era uma pessoa muito bondosa. Me tratou bem e disse apenas que ia respeitar a decisão dele de não querer qualquer tipo de reaproximação.

Deixei para ela juntamente com um pedido de desculpas um agradecimento pela gentileza para comigo e lhe mandei essa mensagem que considero belíssima:
"Com toda a certeza, uma das maiores verdades da vida, fala da importância de entender que todos podem errar, e principalmente de saber reconhecer quando e porque errou.
Existem muitas pessoas que se dizem incapazes de perdoar erros alheios, sendo esse seu maior erro, pois dizem isso, porque se julgam perfeitas, e, portanto, não cometem erros, isso, conforme seu julgamento pessoal, é claro.
A perfeição total não existe, pois todos nós somos passíveis de erros, eis que essa perfeição não existe. Claro que é muito fácil apontar erros alheios. O difícil é aceitar e reconhecer os próprios.

Por que será tão difícil aceitar nossa falibilidade? Por que será tão fácil apontar falhas de outrem?
Não se esqueçam de que, ao apontar com o dedo indicador para alguém, existem três outros dedos apontando para seu peito, e o maior de todos apontando para cima, como que pedindo perdão a Ele pela iniquidade cometida.
L’Inconnu nos brinda com uma linda mensagem, enfocando com propriedade este assunto.

"Aquele que não pode perdoar, destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar”.

Fica evidente que a incapacidade de perdoar acaba nos deixando como que insensíveis, deixando-nos mais duros, e tirando inclusive, a capacidade de reconhecer os próprios erros. Acabaremos criando uma capa de infalibilidade que na verdade inexiste para os seres humanos.

Paralelamente, essa dureza excessiva também criará nas outras pessoas uma expectativa de nos dar o troco quando falharmos. Da mesma maneira que não fomos capazes de relevar eventuais "mancadas" alheias, ninguém nos desculpará por uma "rata" nossa, por menor que ela seja.

É preciso considerar que existem falhas, erros, "mancadas" que exigem uma punição. E uma punição rigorosa. Porém essa punição deverá ser aplicada por quem de direito. Nunca por quem não tiver autoridade para tanto.
Aliás, é justamente por isso que para se definir uma culpabilidade, existe um júri, composto por diversas pessoas que devem estar de acordo, para chegar a um veredito final. E mesmo assim ocorrem falhas...

Quantos inocentes foram punidos, e quantos culpados foram postos em liberdade?
Que dizer então, de um julgamento feito precipitadamente no aceso de uma discussão, ou analisando algo que nos prejudicou?
Para tanto, sempre deveremos ter em mente que nosso julgamento, bem como nossos atos, é sujeito a falhas. E, da mesma maneira que estamos julgando os erros de alguém, teremos nossos erros julgados amanhã... E certamente não gostaremos de ser analisados com a mesma dureza com que fazemos nosso julgamento de hoje.

Existe uma outra frase famosa, também do meu amigo L'Inconnu, : "Errar é humano... Perdoar é divino."

Claro que, conforme o que tenha acontecido, não é muito fácil perdoar-se alguém, mas sempre deveremos nos perguntar se agiríamos de maneira diferente, em se trocando as posições. Sempre deveremos nos colocar do outro lado, para sentir como gostaríamos de ser tratados. E assim agir...

E com essa ideia, sem qualquer ressentimento, vamos ter um LINDO DIA."


 
Copiado e colado do Blog da minha amiga Fabrícia
http://uketag795.blogspot.com/2011/05/eu-tentei-mas-consegui-ao-menos-ser.html

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Qual o traje da sua alma?

A ROUPA FAZ A DIFERENÇA?
Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:
 - Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranquilidade o médico respondeu:
 - Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?
Ríspida, retorquiu:
 - Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contestou:
 - Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la ?!?!
 - Como?!?! O senhor?!?! Com essa roupa?!?!...
 - Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta....
 - Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem parece um médico...
 - Veja bem as coisas como são, disse o médico: As vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpaticíssimo "boa tarde!"; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...
Moral da História:
UM DOS MAIS BELOS TRAJES DA ALMA É A EDUCAÇÃO.
Sabemos que a roupa faz a diferença mas o que não podemos negar é que Falta de Educação, Arrogância, Falta de Humildade, Pessoas que se julgam donas do mundo e da verdade, Grosseria e outras "qualidades" derrubam qualquer vestimenta.
bastam às vezes apenas 5 minutos de conversa para que o ouro da vestimenta se transforme em barro. (ou o barro em ouro!!!)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tire o peso ruim da sua bagagem

Bagagem da vida

Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão... À medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por pensar que são importantes.
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais, então você pode escolher: ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem. Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem... Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala. Mas, o que tirar? Você começa tirando tudo para fora...
Veja o que tem dentro: Amor, Amizade... Nossa! Tem bastante, curioso, não pesa nada... Tem algo pesado... Você faz força para tirar... Era a Raiva - como pesa! Aí você começa a tirar, tirar e aparece a Incompreensão, Medo, Pessimismo... Nesse momento, o Desânimo quase te puxa para dentro da mala... Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem... Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade... Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo tira para fora um monte de Tristeza...
Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante... Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância e o bom e velho Humor. Tire a Preocupação também. Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela...
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Mas, pense bem o que vai colocar dentro da mala de novo, hein. Agora é com você. E não se esqueça de fazer essa arrumação mais vezes, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO, e sua bagagem, poderá pesar novamente.

Que você tenha sempre uma nova chance

Uma lição de vida

Havia um homem muito rico, possuía bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados a seu serviço. Tinha ele um único filho, um único herdeiro que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho, nem de compromissos. O que ele mais gostava era de fazer festas e estar com seus amigos e de ser por eles bajulado.

Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam. Aos insistentes conselhos do pai ele não dava a mínima atenção.

Um dia o pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e, dentro dele, ele mesmo fez uma forca e, junto a ela, uma placa com os dizeres: “NUNCA MAIS DESPREZE AS PALAVRAS DE SEU PAI.”

Mais tarde, chamou o filho, levou-o até o celeiro e lhe disse: Meu filho, eu já estou velho e, quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu e eu sei qual será o seu futuro.

Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo o dinheiro, seus amigos vão se afastar de você e, quando você então não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvido.

Foi por isto que eu construí esta forca. Ela é para você e quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela. O jovem riu, achou um absurdo, mas para não contrariar o pai prometeu e pensou que jamais isso pudesse ocorrer.

O tempo passou, o pai morreu, o filho tomou conta de tudo. Assim como seu pai havia previsto, o jovem gastou tudo, perdeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade.

Desesperado e aflito, começou a refletir sobre sua vida e viu que havia sido um tolo. Lembrou-se das palavras de seu pai, começou a chorar e dizer: - Ah, meu pai… Se eu tivesse ouvido os seus conselhos, mas agora é tarde demais.

Desesperado, o jovem levantou os olhos e, longe, avistou o pequeno e velho celeiro. Era a única coisa que lhe restava.

A passos lentos se dirigiu até lá e, entrando, viu a forca, a placa empoeirada e pensou: - Eu nunca segui as palavras do meu pai. Vou cumprir a minha promessa. Não me resta mais nada…

Então, ele subiu nos degraus, colocou a corda no pescoço e pensou: - Ah, se eu tivesse uma nova chance. Jogou-se do alto dos degraus e, por um instante, sentiu a corda apertar a sua garganta. Era o fim… Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente.

O rapaz caiu e, sobre ele caíram jóias, ouro, prata, esmeraldas, pérolas, rubis, safiras e brilhantes - a forca estava cheia de pedras preciosas - e caiu também um bilhete: “- Esta é sua nova chance. Com amor. Seu velho e já saudoso pai.

***
“DEUS É ASSIM CONOSCO. ELE SEMPRE NOS DÁ UMA NOVA CHANCE.
(Pena que tem gente que se julga melhor do que o próprio Deus, é implacável e nega qualquer chance ao seu próximo. Ass. Bete)

domingo, 22 de maio de 2011

A Rosa, a Raposa e a mariposa

Era uma vez uma rosa solitária que sonhava com um amor de verdade. Sua companhia era a Lua. Eram super unidas e companheiras. Certo dia surge uma bela raposa e começa a se aproximar da florzinha. A lua, mais experiente, logo percebeu a astúcia e a falsidade da criatura. Alertou a amiga rosa. Mas como a paixão é cega e surda, a raposa inverteu o jogo e afastou as duas. Durante muito tempo a florzinha e a raposa viveram uma linda história de amor. Pena que Rosa amou sozinha. Rosa sonhou sozinha com um castelo encantado onde viveria para sempre ao lado da sua amada Raposa. Rosa deu o melhor de si à Raposa. Para seu desencanto, Raposa nunca abriu o core de verdade para ela, mas apenas desfrutava do seu amor, da sua atenção, dos seus cuidados e mimos, enquanto lhe fosse conveniente. Lua dissera que Raposa nunca viveria para sempre com ela, mas Rosa estava cega e tinha esperança de que seu amor derretesse o core de gelo da Raposa. O que Lua mais temia aconteceu. Mariposa surgiu no caminho de Raposa e ela chutou a Rosa como se chuta um traste velho. Sem dó nem piedade, os dois trucidaram a pobre florzinha. Ela agon izou por muito tempo, com uma dor lancinante do peito, quase morreu de decepção e de tristeza... Sua amiga Lua a acolheu e não lançou em rosto a velha frase: Eu avisei!
Mariposa Má era uma oportunista que vivia voando em busca de um tolo que a tirasse do charco. Pousava aqui e ali caçando a presa perfeita. Quando viu a bela Raposa, não hesitou e fez de tudo para envolvê-la. Conseguiu. Raposa tinha um monstro dentro de si e Mariposa Interesseira o despertou. Raposa caiu na armadilha e virou uma fera fria e sanguinária com sede de vingança contra a florzinha que, no desespero, tentou separar os dois, acreditando que morreria sem Raposa. O ódio cegou o entendimento de Raposa e ela esqueceu todo o bem que a florzinha lhe fizera. Argumento de covardes: o mal que me fez, apagou TODO O BEM. Raposa não percebe que se afastou de todos que lhe queriam bem. Não vê que magoou amigos verdadeiros. Esquece que o mundo gira e dá voltas. Esquece que as vulgares mariposas são atraídas pela LUZ. Quando surgir uma luz maior que a sua, a Mariposa Ralé vai voar para ela e nessa hora, as escamas cairão de seus olhos revelando o grande engano que cometeu. Olhará para os lados e só encontrará os 'amigos-lagartixa' que diziam amém para todos os seus enganos. E os verdadeiros amigos? E os que a amavam de verdade? E os que tentaram lhe abrir os olhos? Vamos 'dizer bem alto que a injustiça dói, somos madeira de lei que cupim não rói'. Ingratidão é uma faca afiada que fere as profundezas do core e da alma. Injustiça é a alma gêmea da Ingratidão. Calúnia acompanha as duas. O bom é que um dia as máscaras caem e as verdades aparecem. Um dia a Justiça alcança os que se julgam acima da Lei de Deus e dos homens. Os que se acham perfeitos e donos da verdade, que acham que podem tudo, pisam, machucam, maltratam... Não perdoam mas querem ser perdoados... 'Quem nega luz, um dia na sombra vai morrer'