sexta-feira, 4 de julho de 2008

60 anos sem Monteiro Lobato: o patrono do imaginário infantil





Hoje (4), o Brasil e o mundo literário relembram a data que marca os 60 anos de morte de um dos mais importantes - se não o mais importante - escritores infanto-juvenis brasileiros e da América Latina. Trata-se de José Bento Renato Monteiro Lobato - ou simplesmente o jornalista, crítico de arte, ensaísta e polêmico Monteiro Lobato, cuja vida e obra ainda hoje servem de inspiração e exemplo para milhares de crianças, jovens e adultos.
Em pesquisa divulgada recentemente (Retratos da Leitura no Brasil), Monteiro Lobato foi apontado como o escritor mais lido do Brasil. Nacionalista convicto, o autor centrou a sua obra em personagens ligados à cultura brasileira, principalmente ao campo onde nascera e fora criado, misturados ao folclore brasileiro. Muitos deles de grande sucesso como Jeca Tatu, o Saci, Narizinho, Dona Benta, Tia Nastácia, Emília e o Visconde de Sabugosa.
Jeca Tatu ganhou vida em 1917, a partir da indignação de Lobato com os constantes enfrentamentos com os cablocos da fazenda onde morava e dirigia. Preguiçoso e totalmente diferente dos caipiras idealizados pela literatura da época, Jeca Tatu gerou muita polêmica, por ser um personagem símbolo do atraso e da miséria que representava o campo no Brasil.
Mas foi por meio da série Sítio do Picapau Amarelo - um lugar no interior do Brasil e onde se passaram muitas das suas histórias infantis - que Lobato se consagrou no consciente das gerações que cresceram sob a influência da sua literatura. A primeira obra da série, A Menina do Narizinho Arrebitado ,foi publicada em 1920 e, a partir daí, outras tantos livros infantis de sucesso surgiram tendo como centro os personagens que viviam as histórias mágicas.


Fonte: Folha de Pernambuco

2 comentários:

Bento disse...

Monteiro Lobato é conhecido também pela campanha a favor do petrróleo e de outras riquezas do país, que infelizmente continuam a ser levadas para o exterior, muitas de vezes de forma ilícitas.
Certamente, hoje, Monteiro Lobato seria um incansável defensor da enorme biodivesidade da Amazônia identificado pelo seu perfil nacionalista. Característica que a ideologia de cunho entreguista chama cinicamente de xenofobia.

Ed Cavalcante (POST SÉRIES) disse...

MONTEIRO LOBATO FAZ PARTE DO MEU IMAGINÁRIO. SEUS LIVROS ESTÃO ENTRE OS PRIMEIROS QUE LI. LEMBRO-ME COM CLAREZA DE "REINÇÕES DE NARIZINHO". NA TV NEM SE FALA, O SÍTIO ERA O MEU PROGRAMA PREFERIDO. COMO BEM ACENTUOU O BENTO, LOBATO, A 50 ANOS, FEZ CAMPANHA EM FAVOR DA EXPLORAÇÃO E NACIONALIZAÇÃO DO PETRÓLEO BRASILEIRO. HOJE O BRASIL DETÉM A MAIS AVANÇADA TECNOLOGIA DE EXTRAÇÃO EM PLATAFORMA MARINHA NO MUNDO. TEM O DEDO DO LOBATO AÍ! MEUS RESPEITOS!