sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Força do Perdão- Sérgio Lopes



Perdoar
É muito mais que estender a mão
E dizer eu te perdoo meu irmão
Usar a voz é fácil apertar a mão também
O difícil é revelar o coração
Mas se o coração perdoa é fácil perceber
Pois o coração é cúmplice do olhar
Perdão que sai do coração
É jóia rara de encontrar
E está na sinceridade de um olhar

Se eu te machuquei, reconheço que errei
só agora percebi quanto mal eu te causei
Como vou falar de amor se eu não souber amar
Eu preciso de você para me ensinar
Eu me arrependi e revelei meu coração
Agora é sua vez de me ensinar uma lição
Preciso de você pra conhecer a dor ou conhecer a força do perdão.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Tomara



Tomara que a neblina das circunstâncias mais doídas não seja capaz de encobrir por muito tempo o nosso sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer para ver também um bocadinho de céu.

Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem da confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.

Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estiver doendo, não percamos de vista nem de busca a ideia da alegria.

Tomara que apesar dos apesares todos, dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão da felicidade.

Tomara...

By...A.J

sábado, 26 de junho de 2010

Posso Errar? Por Leila Ferreira


Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer.
Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”.
Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e.. surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?


O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando?
Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.


E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.

Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar.

Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.

O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”.

O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.


Realmente existe "CERTO" ou "ERRADO"?



domingo, 13 de junho de 2010

Mulher apaixonada



Uma mulher apaixonada não tem cérebro, tem coração; ela não pensa, ama; não respira, ama. Se ela não encontra oportunidades para mostrar o seu amor, fabrica.
Uma mulher apaixonada é um ser excepcional, porque ela se esquece e se perde em si mesma para se encontrar no ser amado. Ela é capaz de tudo por ele; rouba madrugadas e se faz prisioneira de seus próprios sentimentos. Voluntária, doendo e feliz.
Louca e santa, menina e mulher, escrava e senhora, ela não vê defeitos e perdoa com a maior facilidade. Se entrega totalmente. Ela se encanta e chora. Tem sempre o coração que bate depressa. Não dorme, sonha; não se alimenta, vive de fantasia. Quebra distâncias, barreiras e tabus; é capaz de lutar como uma guerreira para obter o seu amor; nunca desiste.
Ela não gosta de ouvir conselhos, não dá a mínima para o que os outros pensam; ela só conhece uma razão: o homem amado! Ela tem olhos que brilham e quase sempre um ar de riso no rosto. É um ser irracional e belo.
Uma mulher apaixonada é sempre uma mulher bonita!

Letícia Thompson

sábado, 12 de junho de 2010

Feliz dia dos namorados!!!



Se você estivesse em meu coração apenas por um dia
Você poderia ter uma idéia
Do que eu sinto
Quando você me abraça forte junto a teu corpo
Peito a peito,
Respirando o mesmo ar..."
(Josh Groban - Cinema Paradiso)


"Um dia eu estava dando a cada estrela uma razão para te amar... faltaram-me estrelas!"


"Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval."
(Vinícius de Moraes)


Amar é envelhecer querendo te abraçar, dedilhar num violão a canção pra te ninar...
Suspirar sem perceber, respirar o ar que é você, acordar sorrindo, ter o dia todo pra te ver..."

Ah! Se pudéssemos contar
As voltas que a vida dá
Pra que a gente possa
Encontrar um grande amor...

É como se pudéssemos contar
Todas estrelas do céu
Os grãos de areia desse mar
Ainda assim...

Pobre coração
O dos apaixonados
Que cruzam o deserto
Em busca de um oásis em flor
Arriscando tudo por
Uma miragem
Pois sabem que há uma fonte
Oculta nas areias...

Bem aventurados
Os que dela bebem
Porque para sempre
Serão consolados...

Somente por amor
A gente põe a mão
No fogo da paixão
E deixa se queimar
Somente por amor...

Movemos terra e céus
Rasgando sete véus
Saltamos do abismo
Sem olhar prá trás
Somente por amor
E a vida se refaz...




sábado, 29 de maio de 2010


O sangue percorre meu corpo
Um silêncio percorre os segundos
Não sinto meus pés no chão
Sinto é um vazio imenso na alma
Uma extrema calma
Eu quero chorar e gritar
Eu quero é sumir
E caminhar na escuridão
Com o coração quebrado e sangrando
Rasgando de solidão
Vago no céu estrelado
Acabou a noite , e chegou a madrugada
Eu choro em lágrimas de sangue
Por não Ter a liberdade
Por ficar só na vontade
De poder vagar mais alto
Em trevas imensas
Em noites densas
Sob os sepulcros vazios
Agora paro, sento em um telhado
Reparo a noite, acabou a madrugada
Dormirei aqui, sob a lua
Minha branca lua
Como eu ...
meus olhos se fecham
e minha alma vaga... e assim, pra mim...
continua a madrugada...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

domingo, 23 de maio de 2010

Fome de amor


Estamos com fome de amor – (Arnaldo Jabor)

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados,engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número de comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” Até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!” Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, demodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.
Por que ter medo de dizer isso, por que ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes idiota que infeliz!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Meu Destino - Cora Coralina


Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...

terça-feira, 11 de maio de 2010

De janeiro a janeiro



QUERO VOCÊ POR INTEIRO
SÓ PRA MIM
VEM AMOR, VEM LIGEIRO,
ME SEDUZIR
NÃO DÁ PRA DIVIDIR COM NINGUÉM
E SÓ MEU O TEU AMOR
VAI SER MARCAÇÃO CERRADA
AONDE VOCÊ FOR EU VOU

QUERO VOCÊ DE JANEIRO A JANEIRO
EU VOU PEGAR NO SEU PÉ
QUERO VOCÊ MEU HOMEM
PRA SER SUA MULHER
QUERO SUAS PERNAS EM MINHAS PERNAS
QUERO SUA BOCA EM MINHA BOCA
SER TEU VIOLÃO VOCÊ DEDILHANDO
ME DEIXA LOUCA

VOCÊ TEM DIREITO SOBRE MIM
PRA FAZER O QUE QUISER
VOCÊ ABRE TODOS OS CAMINHOS
PRA ME FAZER MULHER
JAMAIS VOU ME CANSAR DESSA PAIXÃO
VOCÊ É MEU PRIMEIRO E DERRADEIRO AMOR
EU ANDO COM SEUS PÉS ME DÊ A MÃO
POR ISSO ONDE VOCÊ FOR EU VOU

segunda-feira, 10 de maio de 2010

My all- Mariah Carey



Estou pensando em você
hoje à noite em minha solidão insone
Se é errado amar você
Então meu coração não vai deixar agir certo
Porque me afoguei em você E não sobreviverei
Sem você do meu lado

Eu daria tudo de mim para ter
Só mais uma noite com você
Eu arriscaria minha vida para sentir
Seu corpo junto ao meu
Porque eu não consigo deixar de
Viver na lembrança de nossa canção
Eu daria tudo de mim pelo seu amor hoje à noite

Baby, você pode me sentir
Imaginando que estou olhando em seus olhos
Eu posso lhe ver claramente
Vividamente aceso em minha mente
E você ainda está tão longe Como uma estrela distante
a quem eu faço um desejo esta noite

Eu daria tudo de mim para ter
Só mais uma noite com você
Eu arriscaria minha vida para sentir
seu corpo junto ao meu
Porque não consigo deixar de
Viver na lembrança de sua canção
Eu daria tudo de mim pelo seu amor hoje à noite

sexta-feira, 7 de maio de 2010

QUE MÃE É ESSA??



Tem bicho mais estranho do que mãe?
Mãe é alma contraditória.
É alegria no choro.
É carinho na raiva.
É o sim no não.
Só mãe mesmo pra ser o oposto...
E depois o contrário de novo.
Vai ver que é porque filho não vem com manual de instrução. e pra conduzir as crias no mundo, ela usa só de intuição, pra tentar fazer tudo direito.
Mas como pode ser assim, tão incoerente?
Ela diz:
Filho, você não come nada...
E logo se contradiz:
Para de comer, que eu estou botando o jantar!
E aí ela lamenta:
Ai, que eu não vejo a hora desse menino crescer!
Mas logo se arrepende:
Deixa que eu faço, você ainda é uma criança...
E quando ela manda:
Tira essa roupa quente, menina!
E logo em seguida:
Veste o casaco, quer pegar um resfriado?
Esse menino dorme demais...
Esse menino não descansa...
Essa menina vive na rua!...
Filha, sai um pouquinho, vai pegar um sol...
Pois é, gente, que pessoa é essa que jura que nunca mais...
E no momento seguinte promete que vai ser pra sempre?
Essa pessoa é assim mesmo:
Igual e diferente de tudo o que a gente já viu.
É a fortaleza que aguenta o tranco, só pra não ver o filho chorar.
É o sorriso de orgulho escondido, só pra não se revelar.
Mãe dá uma canseira na gente.
E às vezes tira do sério...
Até que um dia a gente se depara com uma ausência insuportável:
É a mãe que vai embora, deixando um vazio enorme, escuro, silencioso.
E aí descobre que, mesmo errando, ela sabia de tudo, desde o início.
E fez de tudo pra acertar.
Porque criar filho não tem regra - é doação e amor simplesmente.
Então, se você tiver privilégio de abraçar sua mãe nesse segundo domingo de maio, agradeça, porque o presente é seu. E esteja certo:
Mesmo sem manual de instrução, ela continua aí, atrapalhada, contraditória...
Mas com o olhar atento, querendo entender como você funciona.
E fazendo de tudo pra você não falhar.

Texto de Lena Gino.

Feliz dia das Mães!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Toda Mulher



Toda mulher
Tem no seu íntimo uma magia própria
De fazer acontecer
De dar um jeito
De dar o peito
Dar um colo
Fazer bem feito.
Toda mulher traz na alma a força dos ventos
O fascínio de um cavalo selvagem
A sensibilidade de uma flor
Que sente, pressente, intui
Se abre no momento certo
E exala seu perfume.
Ela galopa contra o vento
Enfrenta tormentas
Carrega consigo suas mágoas
E as dissipa no ar.
Tem a alma leve
Apaixonada
Não abandona o que acredita por nada.
Tem medo, Tem asas
Preza sua liberdade
Divide com aquele que acredita
Sua vida, seus sonhos, seu amor e sua alma.
Carolina Salcides

Eu e a tristeza não combinamos




Tristeza me desculpe, saudade me perdoe,
mas a minha ansiedade não resiste à beleza
da vida, e eu quero amar, quero sair, quero
viajar, não suporto a angústia e, para mim,
a solidão tem cheiro de naftalina.
Não adianta, eu e a tristeza não combinamos,
ela prefere o isolamento, eu adoro os amigos,
ela quer o choro, eu prefiro rir, rio até de mim,
em tudo ela vê tragédia, eu, oportunidades,
ela quer a prisão, e eu a liberdade,
ela ouve músicas que trazem lembranças,
eu canto a esperança...
A tristeza pega sempre de surpresa,
quem ainda não entendeu a fórmula do amor:
se amamos apenas o que pensamos possuir,
isso não é amor, é egoísmo; se amamos excessivamente os bens que conquistamos,
isso não é amor, é avareza;
se amamos o que os outros possuem,
isso não é amor, é inveja; se amamos e
insistimos em fazer alguém feliz,
sem esquecer da própria felicidade,
descobrimos finalmente que o amor é um
dar-se sem fim, é um querer além do querer-se,
um encontro com a própria alma,
que suspira apaixonada pela presença de outra alma, almas que se encontram na caminhada,
na longa estrada, que insistimos em chamar...
DE VIDA!

Paulo Roberto Gaefke.

A marca da promessa