Uma lição eu tirei, se eu não me der o devido valor, ninguém me dará. E que a verdade está quase sempre estampada nos nossos olhos, mas nosso coração insiste em crer no que não lhe faz sofrer. Por isso há situações inevitáveis, que às vezes parecem cruéis, mas são a única forma de nos tirar a venda dos olhos e do coração. Tamy Henrique Reis Gomes
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Concepções de linguagem alteram o que e como ensinar
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Um dó ou uma dó
A palavra dó é um substantivo masculino. Assim, dizer um dó está correto e dizer uma dó está errado. Devemos utilizar o substantivo masculino dó sempre que quisermos referir um sentimento de pena e compaixão que se sente por alguém, por alguma coisa ou por si mesmo, bem como um sentimento de grande tristeza, pesar e luto. Dó significa também a primeira nota musical da escala natural em modo maior.
A palavra dó, quando se referindo ao sentimento, tem sua origem na palavra em latim dolus. É sinônima de compaixão, compadecimento, comiseração, condoimento, consternação, piedade, entre outros.
Exemplos:
Tenho um grande dó das pessoas que passam fome.
Sinto um dó enorme quando ela está chorando.
Não tenho nenhum dó de você.
Uma dó é um erro que ocorre porque se associa, erradamente, a palavra dó às palavras pena, piedade, compaixão, lástima. Contudo, embora sejam palavras sinônimas, dó é um substantivo masculino e as restantes palavras são substantivos femininos.
Exemplos:
Sinto um grande dó.
Sinto uma grande compaixão.
Sinto uma grande piedade.
Fique sabendo mais!
Dó, se referindo a uma nota musical, também é um substantivo masculino. As notas musicais são dó, ré, mi, fá, sol, lá e si.
Exemplo:
O pianista tocou um dó sustenido.
duvidas.dicio.com.br
domingo, 25 de janeiro de 2015
Nova Ortografia - Acento do ditongo aberto é eliminado somente nas paroxítonas
Por Thaís Nicoleti
Uma das alterações que nós, brasileiros, vamos sentir bastante é a supressão do acento agudo nos ditongos abertos em sílaba tônica. Em nosso país, a pronúncia de termos como "heróico", "paranóico", "idéia" ou "assembléia" é marcadamente aberta, diferente, portanto, da pronúncia de termos como "arroio", "joio", "aldeia" ou "sereia".
De acordo com o novo sistema ortográfico, são eliminados os acentos dos ditongos abertos tônicos que se encontram na penúltima sílaba das palavras, ou seja, o acento desaparece apenas nas paroxítonas. Passamos, portanto, a escrever "heroico", "paranoico", "ideia" e "assembleia", todas sem acento.
Palavras oxítonas ("chapéu", "solidéu", "herói", "caubói", "corrói" etc.), bem como os monossílabos tônicos ("céu", "réu", "rói", "mói", "dói" etc.), terão os acentos preservados. É importante observar essa circunstância e ficar atento a seus desdobramentos: por exemplo, não há mais distinção gráfica entre o substantivo "apoio" (pronúncia fechada) e a forma verbal "apoio" ("eu apoio"), de pronúncia aberta no Brasil.
Os topônimos (nomes de lugares) também sofrem alteração. Escreveremos, portanto, Coreia, Jureia, Boraceia, Cananeia, Pompeia etc. "Ilhéus", entretanto, mantém o acento por ser oxítona. Com o tempo, virá o hábito.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Imoral e amoral
Primeiramente, o que é moral? É o que está “de acordo com os bons costumes e regras de conduta; conjunto de regras de conduta proposto por uma determinada doutrina ou inerente a uma determinada condição.”
No mesmo dicionário, moral também é classificada como o “conjunto dos princípios da honestidade e do pudor”. Daí este termo ser tão utilizado em âmbito social, principalmente no político!
Imoral é tudo aquilo que contraria o que foi exposto acima a respeito da moral. Quando há falta de pudor, quando algo induz ao pecado, à indecência, há falta de moral, ou seja, há imoralidade.
Amoral é a pessoa que não tem senso do que seja moral, ética. A questão moral para este indivíduo é desconhecida, estranha e, portanto, “não leva em consideração preceitos morais”. É o caso, por exemplo, dos índios no tempo do descobrimento ou de uma sociedade, como a chinesa, que não vê o fato de matar meninas, a fim de controlar a natalidade, como algo mórbido e triste.
Assim, o que Oscar Wilde quis dizer é que a arte não tem senso do que seja moral, por isso, para alguns, tudo o que é visto não causa assombro, está dentro dos costumes. Já para outros, dependendo do que se vê, é ultrajante, indecente!
Publicado por: Sabrina Vilarinho em Dúvidas de vocabulário
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Saber não ocupa lugar
| 19/02/2009 | “Façam aquilo que lhes convém” E o bendito “Acordo” continua produzindo inquietações. A bola da vez é a conjugação dos verbos “ter”, “vir” e derivados. Houve mudanças na acentuação e na grafia das flexões desses verbos? E qual será o motivo dessa inquietação? Nas primeiras semanas do ano, foram muitas as mensagens de leitores a respeito disso. Bem, de início é bom ser taxativo: não aconteceu nada de nada com esses verbos. O “Acordo” alterou a acentuação de algumas formas dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e derivados (“descrer”, “reler”, “prever”, “rever” etc.). Foi eliminado o circunflexo que se colocava no primeiro “e” do grupo “ee” das formas “creem”, “deem”, “leem”, veem”, “descreem”, “releem”, “preveem”, “reveem” etc. Em suas mensagens, os leitores perguntam se houve alteração em formas como “convém” e “convêm”, “mantém” e “mantêm” etc. Já afirmei (e repito) que não aconteceu nada. Fica tudo como antes no famoso quartel. Bem, já que falamos desses verbos, não custa nada lembrar como se acentuam os pares mencionados e que diferença há entre os integrantes desses pares. Estamos prontos? Então vamos lá. Quando conjugados na terceira pessoa do singular e na terceira do plural do presente do indicativo, os verbos derivados de “ter” (“deter”, “reter”, “conter”, “obter”, “manter”, “abster”, “entreter”, entre outros) e os derivados de “vir” (“convir”, “provir”, “intervir”, “advir”, entre outros) apresentam formas que são diferenciadas por um acento gráfico. Na terceira do singular, emprega-se o acento agudo: ele detém, retém, contém, obtém, mantém, abstém, entretém, convém, provém, intervém, advém. Na terceira do plural, emprega-se o acento circunflexo: eles detêm, retêm, contêm, obtêm, mantêm, abstêm, entretêm, convêm, provêm, intervêm, advêm. Vejamos alguns exemplos: “Lula não intervém no BC”; “Os americanos sempre intervêm nas questões internas da América Latina”; “Este balde contém cinco litros de água”; “Estes frascos contêm soro”. Está tudo claro? Vamos conferir. Por que no último exemplo temos “contêm” e no penúltimo, “contém”? No último exemplo, o verbo (“contêm”) está no plural porque seu sujeito (“estes frascos”) está no plural. No penúltimo, o verbo (“contém”) está no singular porque seu sujeito (“este balde”) está no singular. E como fica a frase que está no título deste texto? Para entender por que é “convém” (e não “convêm”) a forma adequada, é preciso ler com atenção a frase. Vamos repetir: “Façam aquilo que lhes convém”. Não se deixe levar pelo plural da forma verbal “façam” (que deixa subentendido o pronome “vocês”) ou pelo plural do pronome “lhes” (que está em sintonia com o pronome subentendido, “vocês”). Repito: não se deixe levar por esses plurais. A forma verbal “convém” não se refere a nenhum desses elementos. A forma “convém” se ao pronome “aquilo”, por isso foi flexionada no singular. Muitas vezes, o uso inadequado do verbo no plural se dá por influência dos termos próximos, flexionados no plural. Tradução: na frase em questão, quem opta por “convêm” erra porque se deixa levar por “façam” e “lhes”, que estão no plural. Vamos tentar entender a questão por outro ângulo. Que tal trocar “convir” por “agradar”? Como ficaria a frase em questão: “Façam aquilo que lhes agradam” ou “Façam aquilo que lhes agrada”? Já sabe, não? A forma cabível é “agrada”: “Façam aquilo que lhes agrada”; “Façam aquilo que agrada a vocês”. Está definitivamente claro, não? Para encerrar, quero fazer uma velha pergunta, que já fiz mais de uma vez neste espaço. Diga qual destas duas frases é a correta: a) “Que força detém esses corruptos?”; b) “Que força detêm esses corruptos?”. Já pensou? Em qual você votou? Quem votou na “a” acertou. Quem votou na “b” também acertou. Na verdade, só errou quem votou em apenas uma das duas. Só acertou quem disse que as duas são possíveis. A primeira é correta porque o sujeito de “detém” é “força”. Pergunta-se que força é capaz de deter esses corruptos. A segunda é correta porque o sujeito de “detêm” é “esses corruptos”. Pergunta-se que força esses corruptos detêm, possuem.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
Despedida do TREMA
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão e o obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha que ninguém nunca ligou virou celebridade nesse tal de Twitter que, aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Trema.
Recebi por email
sábado, 4 de dezembro de 2010
"As escorregada "
Ao ver alguma figura importante falando na TV como, por exemplo, o presidente Lula, esperamos que ele fale o português mais correto possível, o que chamamos de norma culta, afinal ele está representando o país e não pode passar (ou nos deixar passar) vergonha.
Publicado no blog de Leandro Rodrigues em 28/11/2007
Quem fala errado é burro?
| Português Padrão | Etimologia | Origem |
| Branco | Blank | Germânico |
| Escravo | Sclavo | Latim |
| Praga | Plaga | Latim |
| Prata | Plata | Provençal |
A Mídia e a Difusão do Preconceito
Em seu programa de talk-show, Jô Soares, antes de entrevistar seus convidados, faz uma série de comentários e piadas sobre os considerados “erros de português” e ortografia, arrancando risadas do auditório. Em um longa-metragem americano, as personagens não nascidas nos EUA que falam inglês são, por seu sotaque, estigmatizados como não sendo capazes de falar uma língua que não a sua. Em um programa de rádio, o grupo de locutores do Pânico caçoa de ouvintes por possíveis erros do bom português, quando não criticam uns aos outros, tendo mesmo entre eles uma pessoa marcada pela ideia de falta de inteligência, Sabrina Sato.
O Preconceito Social e Linguístico só pode acabar quando todos percebermos a responsabilidade que temos para com ele. E essa responsabilidade somente chegará às pessoas através dos meios de comunicação, da mídia. É o papel de facilitar mudanças sociais que compõe a ideia da Comunicação Social, é esta a ferramenta. O problema não está no Jô Soares, no diretor de filme americano ou nos garotos do Pânico, e sim na forma como nós vemos uns aos outros e lidamos com as diferenças. Na minha opinião (que talvez expresse a opinião do blog) são os profissionais da educação e da comunicação de hoje que poderão colaborar para com o fim do preconceito amanhã.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Bagno: "Precisamos letrar os professores"
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
domingo, 24 de agosto de 2008
A LINGUAGEM NOSSA DE CADA DIA
Cada um fala do seu jeito, isso nós aprendemos ainda
Versão de um policial: “o meliante subtraiu o pertence da vítima, adentrou no auto-passeio e evadiu-se”
Versão de um malandro: “então, o comédia botou pra cima da “mulé”, entrou no carro e pinotou”
Versão de um senhor: “o ladrão roubou a bolsa da mulher, entrou no carro e fugiu!
Note que todos retrataram a mesma cena, mas cada um usou a sua linguagem cotidiana. O discurso do policial está carregado de jargões do meio militar. Já o discurso do malandro tem a presença forte da gíria. Por fim, o senhor retratou a cena com uma linguagem formal. A linguagem coloquial é plenamente aceitável no dia-a-dia. Entretanto, ao redigir um texto você deve observar as normas da escrita formal. Quem transita bem por esses dois mundos acaba se sobressaindo.