quinta-feira, 5 de março de 2009

Pecado ou Misericórdia?


O Arcebispo e o aborto
O tema aborto volta à mídia mais uma vez. Agora, uma garota de 9 anos, abusada sexualmente pelo padrasto, engravidou (gêmeos) e, segundo os médicos, corria risco de morte. Pelas leis brasileiras, este caso é uma das duas exceções em que o aborto é permitido.Entretanto, Dom José Cardoso Sobrinho, bispo de Olinda e Recife, declarou que “aos olhos da Igreja, o aborto foi um crime e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus”. Por isso, resolveu excomungar as pessoas envolvidas.Por lei de Deus, entenda as leis da Igreja. Por igreja, entenda-se a Igreja Católica.Diga-se de passagem, em nome de Deus guerras são feitas. Veja o caso das guerras do povo de Israel. Os narradores do Velho Testamento misturavam Deus com religião. Os líderes religiosos iam à frente do povo de Israel, nas guerras, mas os narradores escreveram que Deus ia à frente.Cometemos o mesmo erro quando dizemos que o governo de Israel era teocêntrico (centrado em Deus). Nunca foi. Basta ler as histórias registradas na Bíblia e veremos que a luta dos profetas sempre foi no sentido do povo e seus líderes retornarem para Deus. O governo era centrado na religião. A religião era o legislativo, o executivo e judiciário. Religião e Deus não são a mesma coisa.Voltando ao aborto.O curioso é que nada se falou a respeito da garota. Se não bastasse o trauma físico e emocional de ser abusada; de prejudicar sua infância e o curso de seu desenvolvimento; de correr o risco de morrer, ainda teria que levar, para o resto da vida, a marca visível – dois filhos - de experiência tão vil.Nada disso, entretanto, é importante para o arcebispo de Olinda e Recife, como não é para um monte de pastores protestantes e “teólogos” de gabinetes cuja preocupação número 1 é a instituição – fonte de sobrevivência econômica, espaço de progressão da carreira profissional religiosa -, não a vida de uma pessoa.Se dom José (e muitos de nós) fosse a favor da vida, estaria lutando não somente contra a interrupção – aborto - do desenvolvimento da vida de um individuo que está em construção no ventre de uma mulher, mas contra a interrupção – aborto - do desenvolvimento da vida de milhões de vidas que acontece diariamente, por falta de alimentação, teto, trabalho, segurança, enfim.Mas isso significaria ter que posicionar-se politicamente, inclusive contra interesses econômicos e políticos poderosos e colocar em risco o próprio status quo. Então, cala-se contra “n” tipos de abortos, mas levanta a voz em nome de Deus num caso gritante como o da menina pernambucana, sem qualquer manifestação de sensibilidade.O homem foi feito por causa do sábado, na visão dos fariseus. Então, já vimos esta história antes!


Edvar Gimenes

domingo, 1 de março de 2009

O amor também se cansa?





A despeito do que poderiam os desavisados pensar, amor e cansaço não são incompatíveis. As pessoas cansam de amar, cansam mesmo. Cansam de amar no vácuo, no vazio, a contra-gosto, na marra, na mão única, com esforço, no amor à camiseta, cansam de amar quando amar é uma luta inglória, é uma sede saciada a conta-gotas. As pessoas cansam de nos amar apesar de nos amarem muito, as pessoas cansam de nos amar quando o amor é à custa de teimosias, defeitos, desaforos, desatenções, estupidezes, falhas de caráter, falta de tempo, descuidos, TPM, stress, chatice, drama, descaso, reclamações, egoísmo, omissões, negligências, filhadaputices, prioridades outras, grosserias, inaptidões, incapacidades, má administração, indiferença, cronograma insano, sacanagens, ingratidões, desídia, pouco caso, desconsideração, intolerância. O amor suporta muito e não espera um escambo de atenção e sentimento, mas o amor tem ida e vinda, tem mão dupla, tem uma razão outra que não é puro altruísmo e desapego. Não pense que quanto mais o outro suporta, quanto mais o outro luta, maior é o seu amor. Isso é uma sabotagem imbecil de quem não se sente merecedor ou capaz de retribuir. Pai dedicado cansa. Filho devoto cansa. Irmão parceiro cansa. Amigo de fé cansa. Até o grande amor cansa. As pessoas cansam e desamam e se perdem e vão embora e não voltam mais. Amor não é para sempre, não, não se engane. O que é para sempre é saudade. E a gente fica triste e fica infeliz e fica miserável e fica com a vida besta e vazia depois que quem nos ama desiste, a gente fica com a vida oca, fica tudo preto e branco e a gente acha que tudo bem, que vai ficar tudo bem e a gente se engana que supera, paciência, não era pra ser, não era forte o suficiente, não era verdadeiro o suficiente, mas não fica tudo bem, não supera coisa nenhuma, não era pra ser uma ova. Nananinanão, senhor. Porque a gente também cansa da tristeza e do vazio, a gente também cansa da solidão e da miséria, a gente também cansa da infelicidade, mais cedo ou mais tarde, e aí ó, babaus, já cansaram de nós. Portanto, não ponha o amor à prova. Não se proponha a testar até onde ele suporta. Amor não é gincana, não é rali, não é prova de resistência. Amor é pra amar e cuidar muito bem. Já chega o fato de que tem todo o resto do mundo para criar problema, para dar trabalho, para dificultar as coisas. Lute por e não contra. Lute muito, lute bastante. Mereça o seu amor enquanto ele ainda é seu e ainda está aqui.




Patrícia Antoniete

Todo casal deveria ler



Aos casados há muito tempo, aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar, aos que estão juntos, amigados, colados, aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar. Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.

Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico por aqui? Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o quê? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram, te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável.O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero.Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.Tem que haver inteligência.Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, ’solamente’, não basta.Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, falta discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande mas não é dois.

É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o fardo da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom amor aos que já têm!

Um bom encontro aos que procuram!

E felicidades a todos nós!


Autor: Arthur da Távola

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Português: domine já as novas regras

FOLHA DE PERNAMBUCO, 25/1/2009


O ano começou com um decreto em vigor: o do acordo ortográfico. Até 2012, haverá o convívio com a dupla ortografia. Mas a professora de Português do Núcleo de Concursos Especial (Nuce), Fabiana Ferreira, aconselha: estude as novas regras desde já. Confira a entrevista concedida pela especialista à Folha dos Concursos e se prepare para as provas que estão por vir.
PRISCILA DOS SANTOS

Qual o objetivo do acordo ortográfico?
Ele veio para suprir os interesses políticos das nações, com o intuito de aproximar as línguas. O pensamento é que, assim, haja a perpetuação do português por mais tempo. Até parece que língua é escrita. Até parece que gramática é língua. Gramática não é língua, é um aspecto dela. Ninguém vai unificá-la porque ela perpassa a linguagem também. Isso tem que ser analisado e não foi.
Na sua opinião, quais os lados positivos e negativos dessa reforma?
Se pensarmos na maneira de escrever e de falar, houve mais vantagens do que desvantagens. A eliminação de acentos supérfluos foi interessante, pois assim as pessoas vão escrever mais de acordo com a norma culta. Cito a retirada dos acentos diferenciais em para (preposição) e para (verbo), de pelo (verbo) e pelo (substantivo). O uso do circunflexo na terceira pessoa do plural nos verbos crer, dar, ler e ver não tinha justificativa gramatical, eram exceções que agora se adequaram à regra. Agora, o que eu acho terrível, e não vou me cansar de falar sobre isso, é a extinção do trema e do agudo no “qu” e “gu”. Por quê? Partindo do pressuposto que um mesmo encontro entre uma consoante e uma vogal - que é o “qu” e o “gu” diante das letras “e” e “i” -, forma três sons completamente diferentes, eu preciso ter um acento diferencial para distinguir os timbres entre esses elementos. É um problema gravíssimo, principalmente para as gerações futuras, para os estrangeiros que vêm ao Brasil e para as pessoas que precisam ler em público e fazem isso sem ensaiar.
É possível as provas de concursos abordarem a reforma ortográfica como assunto?
Possível é. Já ficou avisado que, depois do dia 1° de janeiro deste ano, iria haver a concomitância das duas normas. Então, depende do edital. O conteúdo programático do concurso para gestor público do Estado saiu no ano passado e trazia consigo um elemento-chave para a nossa compreensão sobre o acordo ortográfico. Ele disse que qualquer que seja o assunto a ser modificado em data posterior à publicação do edital não faria parte do corpo da prova. Ele já amarrou ali e teve que fazer isso porque a prova vai ser agora em fevereiro. A rigor, se o edital não traz isso, não há a garantia das regras novas não caírem. O concurso deve trazer isso de maneira explícita.
Qual a recomendação para os concurseiros?
É preciso estudar as duas regras durante esse período de transição, no qual é possível a coabitação delas no mesmo espaço gramatical. Pode ser que o edital opte pela regra antiga, pode ser que opte pela nova. Então, temos que estar preparados para as duas situações. Logicamente, os editais sempre são claros, mas eu não vou adivinhar o que no futuro ele vai querer de mim.
Como agir na prova discursiva?
Eu percebo que muitas pessoas começam a escrever de acordo com a regra nova, depois dão uma relaxada e voltam à regra antiga. Isso não pode acontecer. Se existe hoje a vigência da duas, você tem que fazer a opção. Não necessita ser explícita porque o revisor da sua prova tem que estar preparado para se deparar com as duas formas. O que ele não vai admitir é a mistura. Imagine se no início do seu texto, você escreve “vôo”, com acento. Então, esse revisor de prova discursiva vai entender, a partir da primeira palavra que você escreveu, sua opção pela regra antiga. Daqui a pouco, por um costume que você já tinha, escreve “frequencia”, sem trema. O corretor vai cortar as duas palavras porque você misturou. O meu conselho é: “começou com a regra nova, findou com a regra nova. Começou com a regra velha, findou com a regra velha”.

Entrevistas reveladoras para “O Pasquim” reunidas em livro



FOLHA DE PERNAMBUCO, 03/02/2009

Apenas três artistas não autorizaram a republicação
Caetano Veloso é um dos mais citados no livro


SÃO PAULO (AE) - Para Tom Jobim, pior do que ser concorrente de um festival era participar como jurado. Só por isso ele inscreveu a nada popular “Sabiá” (parceria com Chico Buarque) no 3° Festival Internacional da Canção (FIC), em 1968, do qual saiu campeão sob uma chuva de vaias. Chico, por sua vez, disse que a peça “Roda Viva”, como texto, “não era nada”, só ganhou força na encenação. Moreira da Silva admite que comprou seu maior sucesso, “Na Subida do Morro”, de Geraldo Pereira. Falastrões e machistas como Waldick Soriano e Agnaldo Timóteo desciam o malho nos expoentes da “elite” musical, especialmente Caetano Veloso. Este declarava-se um músico inferior. Lupicínio Rodrigues e Martinho da Vila nem encaravam a música como atividade profissional de futuro.


Numa roda de jornalistas bem-humorados e provocadores, com boas doses de uísque, chope ou caipirinha e em clima de absoluta descontração, uma infinidade de gente soltou a língua para o jornal “O Pasquim”, rendendo pérolas reveladoras como as citadas acima. Dez dessas entrevistas com personalidades da música foram reunidas no livro “O Som do Pasquim” (Editora Desiderata, 277 páginas, 39,90 reais), que foi editado pela primeira vez em 1976 e dedicado a Lupicínio.


O responsável pelas duas edições é o jornalista Tárik de Souza, ex-integrante da equipe do jornal que se distinguia pelo estilo polêmico e irreverente e vendia 250 mil exemplares por semana. O novo livro tem as mesmas fotos e ilustrações de Nássara, melhor revisão de textos, mas três entrevistas a menos: Roberto Carlos, Maria Bethânia e Ângela Maria, que não autorizaram a republicação. Além dos citados no início deste texto, permanecem nesta edição Luiz Gonzaga e Raul Seixas.


Pode ser que, como Timóteo, os ausentes tenham se arrependido de algo que disseram. Roberto confessou que chegou a traçar uma(s) fã(s) e revelou quanto pagou de Imposto de Renda (IR) em 1970. Imagine se isso seria possível hoje. No novo prefácio do livro, Tárik lembra que, nos anos 70, não havia “as implacáveis barreiras entre os artistas e jornalistas, erguidas por marqueteiros, assessores de imprensa e incontáveis aspones”. Daí que o contato era direto e todo mundo se abria para o “Pasquim”, ainda mais depois de uns tragos. “E também não havia o politicamente correto, as pessoas podiam dizer as maiores barbaridades”, observa Tárik.


Timóteo liberou sua a entrevista, mas pediu para ser publicado um adendo, em que se desculpa com Caetano e Maria Alcina e reconhece que a história de Chico Buarque, Milton Nascimento e Tom Jobim “está acima de uma análise ignorante e preconceituosa de décadas atrás”, observa o cantor e político.


É curioso reler entrevistas feitas há quase 40 anos para entender como eram certas coisas no meio musical naquele período “Tem coisas antecipadoras”, diz Tárik. “Moreira da Silva canta uma música em que sonha com a ressurreição da Lapa, que naquela época era ultradecadente. Ninguém imaginava que a Lapa fosse ressurgir.”
Caetano também fala da “‘assintonia’ que havia entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos em relação à cultura”. A imagem do Brasil lá fora era aquela coisa de “macumba pra turista”. “Eles só foram descobrir o tropicalismo 30 anos depois “
Aliás, para o bem e para o mal, um dos temas que mais rendem entre os entrevistados reunidos no livro “O Som do Pasquim”, do jornalista Tárik de Souza, é Caetano Veloso. Se Tom Jobim deu nota 10 para ele, Lupicínio Rodrigues elogiou-o (“é ótimo compositor”), bem como Chico Buarque, sobre sua memória musical, e Luiz Gonzaga o agradeceu em forma de música, sobraram alfinetadas de Waldick Soriano (“como gente é bacana demais, como artista não é”), Moreira da Silva (“é um chato”) e Agnaldo Timóteo (“não tem voz e não pode cantar”).


Quando li que três artistas não autorizaram a republicação das entrevistas feitas há tanto tempo,pensei com meus botões: quem foram esses imbecis??? Isso porque se o fato já era de domínio público,dito por eles mesmos,livremente,por que impedir a republicação?A ironia está no fato de um deles ser meu xodó desde criança,nada mais nada menos que o Rei Roberto,kkkkkkkk. Também gosto de Bethânia e de Ângela Maria. E agora?kkkkkkkkk. Bom,retiro "imbecis" mas continuo pensando igual,kkkkkk

Eu te devoro- Djavan

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Para ser enganado, preencha este cupom com seus dados!

Que cupom?!? Como assim?!? Por que eu quereria ser enganado?!?Tomara que você tenha se feito perguntas parecidas com essas ao ler o título deste artigo. Afinal, será mesmo que alguém, em sã consciência, gostaria de ser enganado? Parto do princípio de que não!A grande maioria de nós inicia relações, sejam de parceria profissional, amizade, namoro ou sob qualquer outro nome, desejando que a base delas seja – entre outros predicados – a sinceridade! Aliás, um dos adjetivos que mais valorizamos numa pessoa é justamente a sua capacidade de dizer a verdade!No entanto, haveremos de descobrir, ao longo de inúmeras experiências que vivermos, que a mente mente! Ou seja, nosso complexo e ainda misterioso cérebro (um emaranhado de consciência e inconsciência) cria mecanismos de defesa ou estratégias de ataque que podem ser, antes de mais nada, perigosas e eficientes armadilhas. Uma delas – e mais comum do que imaginamos – é uma espécie de pedido para sermos enganados.Pedimos?!? Sim, pedimos, mesmo sem ter a menor noção de que estamos fazendo isso. Na ânsia de amenizar certos sentimentos (solidão, baixa auto-estima, carência...) ou experimentar certas sensações (aceitação, acolhimento, segurança...), criamos uma realidade que, na verdade, não existe!Projetamos em alguém, ou numa situação, aquilo que gostaríamos de viver e sentir, e julgamos – ingênua e equivocadamente – que nosso desejo se tornou real e a vida nos presenteou com a chance de, finalmente, sermos felizes.É a armadilha da idealização: passamos a viver uma história “ideal”, criada e alimentada por aqueles sentimentos e sensações que citei antes, do jeitinho que sempre desejamos que ela fosse; e embebedados por nós mesmos, nos recusamos a enxergar a história como realmente é. Nossa mente passa a perceber, sentir e concluir não a partir do que está acontecendo de verdade, mas a partir de uma projeção deste ideal, ou seja, de uma ilusão...
Dependendo do quanto os envolvidos nessa nossa ilusão também a alimentam, e também dependendo do tempo que demoramos a “cair na real”, os estragos podem ser grandes. Aqui cabe muito bem o ditado “quanto mais alto, maior o tombo”.Como não preencher o cupom? Como não idealizar? Como não se enganar ou não permitir que alguém o engane? Bem... tudo começa na coragem. Todos nós podemos ser corajosos, mesmo quando estamos com medo. Coragem não é a ausência do medo e sim o reconhecimento de nossa capacidade de superação.Claro que não é fácil lidar com solidão, carência, baixa auto-estima, insegurança, entre outros sentimentos que nos colocam frente a frente com nossas limitações, mas com dedicação e persistência, podemos aprender... e temos a vida toda para isso, embora seja prudente começarmos o quanto antes!No mais, se você está com a sensação de ter se enganado ou de ter sido enganado mais vezes do que gostaria, perceba os sinais. Se a sua voz interior (ou intuição) lhe disser, em alguns momentos, para você ir com calma, vá com calma! Se as pessoas que amam você lhe alertarem para as improbabilidades desta situação, mantenha-se alerta! Se a situação vivida lhe parecer “a cura que caiu do céu”, que vai lhe salvar de todas as suas angústias, questione-se: será que você não está fugindo de si mesmo? Será que não está evitando ter de enfrentar suas dores, preferindo um atalho que parece lhe conduzir a uma “felicidade” bem mais rápida?E fique com o coração bem aberto – a resposta virá! Talvez você descubra que o que poderia ter se configurado como uma grande enganação é, na verdade, a oportunidade de aprender algo muito precioso. Mas se, infelizmente, descobrir que é tarde demais e que você realmente se deixou enganar, corra atrás do prejuízo, rasgue o cupom preenchido e encha-se de coragem para abandonar o lugar de vítima e tornar-se dono de sua própria história...

Rosana Braga

Algum leitor tem cupom pra rasgar??? Pergunta de Bete Meira

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Besteirol dominical


Estava eu vendo o joguinho (mais ou menos) do Santa Cruz X Sport, quando resolvi publicar um texto, sem compromisso literário, apenas para distrair!! kkkkkkkkkk
Drooooooga, antes que publicasse, A COISA fez um gol...... Aaaaaaai,pênalti em favor da COBRINHA... obaaaa!! NÃOOOOOOO!!! Marcelo Ramos joga a bola na traveeeeeeeeeee..... EEEEEEEEEEEEEE!! Aos 43 do segundo tempo,Adilson faz o gol de empate!!

DITADOS DA ERA DIGITAL

1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. Antes só, do que em chats aborrecidos.
4. A arquivo dado não se olha o formato.
5. Dize-me que chat frequentas e te direi quem és.
6. Para bom provedor uma senha basta.
7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
9. Hacker que ladra, não morde.
10. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
11. Mouse sujo se limpa em casa.
12. Melhor prevenir do que formatar.
13. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.
14. Quando um não quer, dois não teclam.
15. Quem clica seus males multiplica.
16. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
17. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
18. Quem não tem banda larga, caça com modem.
19. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
20. Quem semeia e-mails, colhe spams.
21. Aluno de informática não cola, faz backup.
22. Em terra off-line, quem tem 486 é rei.
23. O barato sai caro. E lento.
24. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
25. Quem tem dedo vai a Roma. com
26. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
27. Vão-se os arquivos, ficam os backups.
28. Dize-me que computador tens e te direi quem és.
29. Há dois tipos de pessoas na informática: os que perderam o HD e os que ainda vão perder…
30. Uma impressora disse para outra: essa folha é sua ou é impressão minha?
31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).
32. Na informática nada se perde, nada se cria, tudo se copia… e depois se cola.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Meu novo banner



Queria mudar o banner do blog e resolvi usar imagens de escritores brasileiros, para representar melhor o estilo que escolhi. Existem muitos além desses mas todos não caberiam aqui. Após escolher alguns, lembrei que estudei com professores que escreviam e resolvi procurar fotos para homenagear essas figuras que me marcaram, que nunca esqueci... é possível que haja mais, até me lembrei de alguns mas não achei fotos. Deixo meu carinho e minha gratidão a esses mestres com quem tive o privilégio de estudar no curso de Letras da UFPE!São eles, pela ordem das fotos : Luzilá Gonçalves,César Leal, Nelly Carvalho, Marcus Aciolly, Irandé Antunes,Lucilo Varejão (filho) e Ariano Suassuna, um time de peso!
Sinto-me privilegiada por haver estudado com profissionais tão competentes quanto os citados acima e acrescento: Elvite Assunção, Inalda, Novelino, Raquel, Gilza, Paulene, Lucilo Varejão ( pai ) e a inesquecível Mirtha Magalhães!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Segredo (Reedição)

Wrapped in Colour por Andrea Blackman


"O amor secreto tem várias faces, todas elas distintas e com diferentes tonalidades. Amantes secretos sentem o real sabor do amor tendo de saber conviver com um secretismo, que tem tanto de excitante como de desafio ao ânimo. Os sonhos dos amantes são bonitos e de várias cores mas têm de conviver com a incerteza do dia de amanhã, para isso há que fazer uso da muita imaginação.
Se apenas um deles necessita desse secretismo, existe uma desigualdade de posições que apenas pode ser equilibrada por uma forte relação de cumplicidade. Um exige o fim do secretismo, o outro pede tempo, e o amor vai resistindo através da excitação, do desejo, do prazer, da intensidade e do respeito. Se ambos requerem esse secretismo, quando os amantes são ambos amantes secretos, as oportunidades de existirem momentos de amor reduzem-se e os riscos aumentam. Isso não significa que o amor seja menos intenso, sobrevive melhor com o equilíbrio, mas exige mais compreensão. E os sonhos são mais complexos.
Quem se vê de fora, mas é parte interessada, acaba por ser um elo importante. Se não sabe, vive enganado mas não massacrado pela idéia. Quem desconfia procura urgentemente respostas sem imaginar que pode não gostar de as obter, porque passando a saber tem de saber reagir. A reação pode ser dolorosa, não há garantias de se poder ganhar ou perder e tantas vezes acaba por se jogar para o empate. E esse jogo para o empate vai destruir os restos do amor estilhaçado que existe, transformando-o em desamor crescente, através da dúvida e da desconfiança constante. Outra arma mortífera é a vingança, faz bem ao ego, mas deixa um travo amargo pela perda de razão.
Há amores secretos que duram assim uma vida inteira, outros são interrompidos porque há secretismo a mais, outros terminam com o fim do segredo não resistindo à luz do dia e tantos outros perduram para lá do secretismo. Amor que é intenso sobrevive enquanto os amantes se amarem com ou sem segredos. Ninguém sonha com um amor secreto por saber ser doloroso, mas tantos caem nele porque o coração e o corpo não resistem ao apelo do amor. "
Desconheço autoria

O que me importa- Marisa Monte





O que me importa seu carinho agora

Se é muito tarde para amar você

O que me importa se você me adora

Se já não há razão para lhe querer

O que me importa ver você sofrer assim

Se quando eu lhe quis você nem mesmo soube dar amor

O que me importa ver você chorando

Se tantas vezes eu chorei também

O que me importa sua voz chamando

Se pra você jamais eu fui alguém

O que me importa essa tristeza em seu olhar

Se o meu olhar tem mais tristezas pra chorar que o seu

O que me importa ver você tão triste

Se triste fui e você nem ligou

O que me importa o seu carinho agora

Se para mim a vida terminou

sábado, 10 de janeiro de 2009

Depois dos quarenta (Reedição)


Coisas que a vida ensina depois dos 40

Amor não se implora, não se pede não se espera...Amor se vive ou não.Ciúme é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.Água é um santo remédio.Deus inventou o choro para o homem não explodir.Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.A criatividade caminha junto com a falta de grana.Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.Amigos de verdade nunca te abandonam.O carinho é a melhor arma contra o ódio.As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.Há poesia em toda a criação divina.Deus é o maior poeta de todos os tempos.A música é a sobremesa da vida.Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.Filhos são presentes raros.De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor.O amor... Ah, o amor...O amor quebra barreiras, une facções,destrói preconceitos,cura doenças...Não há vida decente sem amor!E é certo, quem ama, é muito amado.E vive a vida mais alegremente...

Artur da Távola

Conselhos


Para meus amigos que gostam de...PAQUERAR. Nunca diga "te amo" se não te interessa. Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem. Nunca toque numa vida, se não pretende romper um coração. Nunca olhe nos olhos de alguém, se não quiser vê-lo derramar lágrimas por causa de ti.

A COISA MAIS CRUEL QUE ALGUÉM PODE FAZER É PERMITIR QUE ALGUÉM SE APAIXONE POR VOCÊ, QUANDO VOCÊ NÃO PRETENDE FAZER O MESMO.

Para meus amigos que têm um CORAÇÃO PARTIDO.Um coração assim dura o tempo que você deseje que ele dure, e ele lastimará o tempo que você permitir. Um coração partido sente saudades, imagina como seria bom, mas não permita que ele chore pra sempre. Permita-se rir e conhecer outros corações. Aprenda a viver,aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar os outros, aprenda a viver sua própria vida.

A DOR DE UM CORAÇÃO PARTIDO É INEVITÁVEL, MAS O SOFRIMENTO É OPCIONAL!

Mário Quintana

Quando se vê, já é Natal...


Quando se vê, já são seis horas!Quando se vê, já é sexta-feira...Quando se vê, já é Natal...Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida...Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...Seguraria o amor, que está muito à minha frente, e diria que eu amo...Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.A única falta que terá, será a desse tempo que infelizmente... Nunca mais voltará."
(Mário Quintana)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009


"Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...Não precisamos da paixão desmedida...Não queremos beijo na boca...E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama... Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...Sem nada dizer...Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...Alguém que ria de nossas piadas sem graça...Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...Que nos teça elogios sem fim...E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável...Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...Alguém que nos possa dizer: Acho que você está errado, mas estou do seu lado...Ou alguém que apenas diga: Sou seu amor! E estou Aqui!"

William shakespeare